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5 de junho de 2018

A beleza da liberdade

Se você é de opinião que preso é irrecuperável, vá adiante nesta matéria. O projeto Reeducandas, da Vita Derm, uma empresa de cosméticos, forma detentas do sistema penitenciário em Assistente de Profissional de Beleza, com noções básicas em clínica de estética, e está mudando a vida dessas pessoas. Com a especialização, as presas se ocupam, recuperam a autoestima e ganham um estímulo para, quando libertadas, se integrarem ao mercado de trabalho. “Esta ação social nos permite levar esperança às mulheres, viabilizando, ao término da pena, a possibilidade de uma profissionalização e renda”, explica o CEO da Vita Derm, Marcelo Schulman.

A primeira edição do Reeducandas aconteceu em outubro de 2009, em parceria com a Prefeitura Municipal de Campinas, e contemplou 50 mulheres da penitenciária feminina da região. No ano seguinte, foi a vez de 40 internas da penitenciária feminina de Sant’Ana, na Zona Norte de São Paulo, fazerem o curso de Assistente de Profissional de Beleza. Em 2016, com o sucesso do projeto, o Reeducandas foi para Fortaleza, formando 40 detentas do Instituto Penal Feminino Auri Moura Costa. O projeto recebeu o prêmio outorgado pela ADVB – Associação dos Dirigentes de Venda e Marketing do Brasil, em Pernambuco.

Com duração de seis semanas (totalizando 84 horas), o curso de Assistente Profissional de Beleza é concebido e conduzido pelos esteticistas do ISIC – Instituto Schulman de Investigação Científica e Vita Derm. Dirigido para internas do sistema penitenciário em regime aberto, semiaberto ou fechado, o programa aborda noções básicas sobre o funcionamento de uma clínica de estética e tem aulas práticas sobre os procedimentos, como esterilização de instrumentos, aplicação dos cosméticos, maquiagem, além de higienização facial, corporal, pés e mãos. Ao final do curso, as internas recebem apostilas e os certificados de conclusão de curso.

O Reeducandas nasceu por acaso, num encontro, em 2006, entre Schulman e a vice-presidente, na época, da Associação Comercial e Industrial de Campinas, Adriana Flosi, durante a reforma do Palácio da Mogiana, em Campinas, tombado pelo patrimônio histórico. Na ocasião, a Secretaria Municipal de Serviços Públicos designou um grupo de detentos para um curso de qualificação oferecido por um fabricante de tintas, o que ajudou muitos a conseguirem recolocação no mercado de trabalho. Após a pintura e reparos, detentas da penitenciária feminina de Campinas foram fazer a limpeza do local. Era a primeira vez que mulheres do sistema prisional da cidade participavam de uma atividade externa.

Schulman e Adriana perceberam uma mudança importante nas mulheres que participaram dos trabalhos finais da reforma do Mogiana. Daí surgiu a ideia de criar um projeto que pudesse prepará-las para quando saíssem da prisão, o Reeducandas. “O Projeto Reeducandas tem como base a responsabilidade social, profissionalização para o crescimento humano, a importância da mulher na renda familiar e a geração de renda”, explica Schulman. “A ideia é criar oportunidades, elevar a autoestima, estimular as mulheres a produzir e se reintegrar socialmente.”

A Vita Derm Hipoalergênica atende aos mercados de beleza, saúde e qualidade de vida desde 1984. Fundada pelo farmacêutico Marcelo Schulman, a empresa nasceu como uma farmácia de manipulação e hoje conta com 222 lojas e 600 pontos de vendas espalhados pelo Brasil.

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