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10 de dezembro de 2017

Ao mestre com carinho

Se a educação está em crise no País, como de resto estão outras esferas da vida pública, os professores dos Ensinos Fundamental II e Médio das redes públicas municipal e estadual do Rio de Janeiro têm uma janela aberta para a criatividade em sala de aula. Trata-se do Prêmio Shell de Educação Científica, concedido aos mestres que desenvolverem projetos inovadores, capazes de incentivar a prática e o interesse científico dos seus alunos. São mais do que bem-vindas boas ideias para facilitar o ensino da Matemática, incentivar a curiosidade pela Botânica ou desenvolver novas técnicas para o aprendizado da Eletrodinâmica.

Podem concorrer ao Prêmio professores de Matemática e Ciências, do Ensino Fundamental II, e professores de Biologia, Física, Química e Matemática, do Ensino Médio. Para participar do Prêmio, basta que o professor inscreva algum projeto ou conjunto de atividades que desenvolveu ao longo do ano letivo. Os trabalhos entregues são pré-selecionados e avaliados por uma comissão. Os três vencedores de cada categoria recebem prêmio em dinheiro e uma viagem com despesas pagas a Londres, onde fica a sede da Shell. “Para termos profissionais competentes no futuro, precisamos de professores que despertem a curiosidade dos jovens no presente”, ressalta Pâmella De-Cnop, gerente de Responsabilidade Social da Shell Brasil.

Os projetos premiados são os mais variados e de grande interesse social. No ano passado, a professora de Ciências Maria Inês Mauad, do Ensino Fundamental II, da Escola Municipal Minas Gerais, no Rio de Janeiro, ganhou o primeiro lugar com o projeto “Combate às 3 DS (Dengue, Zika e Chikungunya) e seus vilões!”. A professora Daniele da Costa Marcal Oleinik, do CIEP 487 Oswaldo Luiz Gomes, em Porto Real (RJ), concorreu com o projeto “Os fungos: a presença no ambiente e seu uso na cozinha através da fermentação” e levou a segunda colocação.

Na categoria Ensino Médio, o primeiro lugar foi para o professor de Química Saulo Paschoaletto de Andrade, do CIEP 456 Marco Polo, em Três Rios (RJ), com o projeto “O que há em comum entre as pilhas, celulares, tablets e produtos de limpeza? Eletroquímica, a Química do Cotidiano”. Além de ser premiado, o professor recebeu uma proposta para implementar um projeto piloto de laboratórios em uma escola da região. “Encontrei no Marco Polo alunos muito empolgados para participar das minhas aulas”, comemora. “São disciplinas realmente cansativas de estudar, e elaborar uma maneira de deixá-las mais atrativas para os alunos melhora muito o desempenho da turma”, reconhece.

Desde a primeira edição do Prêmio, em 2014, mais de 240 professores enviaram seus projetos para avaliação, número que vem aumentando a cada ano. A iniciativa conta ainda com a parceria da Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro e do British Council. O Prêmio Shell de Educação Científica agracia seis professores com uma viagem educativa a Londres, na Inglaterra, com as despesas pagas. O roteiro possibilita uma imersão no mundo das ciências, com atividades interativas, palestras e visitas a museus. Os vencedores serão contemplados ainda com uma ajuda de custo em dinheiro e estarão acompanhados por um tradutor durante as atividades.

Além dos professores vencedores, suas escolas também recebem uma premiação em equipamentos para a melhoria do ambiente escolar, como laptop e um data show. Em 2017, as escolas dos professores vencedores na primeira colocação também receberão um Kit de Robótica, premiação cedida pela Zoom Education, parceira do Prêmio Shell de Educação Científica este ano.

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