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Agricultores familiares do projeto Agroflorestando em Comunidades

Agricultores familiares do projeto Agroflorestando em Comunidades

10 de janeiro de 2020

Braço social da multinacional americana apoia projetos que promovem a alimentação segura, sustentável e acessível

A maior empresa de capital privado do mundo irá investir, em 2020, de R$ 50 mil a R$ 200 mil em 20 projetos brasileiros que prolongam a vida útil de frutas vermelhas, reduzem o desperdício de alimentos em escolas e restaurantes, diagnosticam o uso racional da água na agricultura e promovem a gastronomia social em comunidades carentes de São Paulo. A iniciativa faz parte do programa de sustentabilidade da companhia.

No final de novembro, a Fundação Cargill, braço social da multinacional americana Cargill, anunciou os 20 projetos de 14 cidades e 9 Estados brasileiros que irão receber investimentos de R$ 50 mil a R$ 200 mil para desenvolver tecnologias, soluções e ações sociais que promovam a alimentação segura, sustentável e acessível, foco da instituição e um dos pilares do programa de sustentabilidade da empresa (Nutrir o Mundo, Proteger o Planeta e Valorizar Nossas Comunidades).

As propostas inscritas no 5º Edital da Fundação Cargill foram avaliadas levando-se em consideração o alinhamento e coerência com a companhia e a missão da Fundação; a consistência do planejamento e gestão; o impacto e a relevância para o contexto local em que pretende atuar; o potencial de escala e a consequente transformação social; os fatores que asseguram a continuidade da iniciativa; e a localização (um raio de até 150 km do entorno das unidades e escritórios da companhia).

Criada há 46 anos, a Fundação Cargill tem sido um agente transformador nas comunidades e causas em que atua. Em 2018, a instituição desenvolveu e apoiou 31 projetos em 59 municípios e fomentou o trabalho de 61 comitês de voluntariado corporativo. Com a ajuda de 1.051 voluntários, por meio do projeto Semeando o Futuro, a Fundação beneficiou 53.922 pessoas. Além desses, em 2019 a instituição deu suporte técnico e financeiro a 13 novos projetos espalhados por 8 Estados brasileiros, beneficiando 17.000 pessoas diretamente e 127.000 pessoas indiretamente.

Um desses projetos foi o de Fomento à produção de peixes em tanque-rede, da Coafaso – Cooperativa de Agricultura Familiar do Oeste do Paraná, que beneficia 440 pessoas em Foz do Iguaçu (PR). Nessa região, que abrange as unidades hidrográficas de São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Goiás, Santa Catarina e Distrito Federal, o recurso hídrico é importante não só para o consumo humano, mas também para atividades industriais, de pesca e de agricultura, e para a geração de energia elétrica através das hidrelétricas. A atividade da piscicultura coloca o Paraná como o maior produtor de peixes do Brasil. No entanto, de acordo com a Embrapa, por conta da sobrepesca, uma das maneiras de garantir a produção durante o ano todo é a criação de peixes em tanques-rede – estruturas flutuantes constituídas de redes ou telas que podem ter vários tamanhos e que permitem a livre circulação da água.

Tanques-rede colocados em Foz do Iguaçu para criação de alevinos e juvenis

Esse sistema faz com que o cultivo do peixe seja possível em áreas alagadas, como as de hidrelétricas, açudes, rios e pequenas represas, e permite: o desenvolvimento dos peixes dentro de uma área demarcada, protegendo-os de predadores; o manejo diário dos profissionais, que oferecem facilmente alimento e água de boa qualidade; o cultivo em áreas onde a produção pesqueira é pequena; o fácil deslocamento em caso de necessidade; e a utilização da água já existente em determinada região.

O projeto de criação de peixes em tanques-redes da Coafaso oferece às famílias produtoras a possibilidade de geração de renda e proteína para a merenda escolar das escolas públicas da região. Estevam Martins, pescador/produtor e membro da equipe gestora do projeto, destaca que a iniciativa está voltada ao contexto de pescadores e pescadoras, que  “já têm estabelecido um vínculo e pertencimento cultural e econômico com nossas águas”. Nesse sentido, a relevância da atividade se dirige à inserção do pescador artesanal na produção de peixe em tanque-rede.

A produção de pescado é dividida em fases. A primeira é voltada para a transformação do alevino de 1 g em juvenil de 40 g a 60 g dentro dos tanques-rede berçários. A segunda está estruturada para a produção dos juvenis em tanques-rede maiores, onde são engordados até o tamanho de 800 g. 

Alevinos são alimentados nos tanques-rede berçários para se transformar em juvenis com até 60 g

Depois desse período, grande parte da produção é destinada para o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), que tem como objetivo principal suprir as necessidades nutricionais dos alunos da rede pública de ensino, através da oferta de, no mínimo, uma refeição diária, durante o período escolar; e para o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA),  programa federal que visa ao incentivo da agricultura familiar, direcionando os produtos adquiridos para pessoas que não têm acesso à alimentação sustentável, entidades de assistência social, equipamentos públicos de segurança alimentar e nutricional e para a rede pública de ensino. Outra parcela da produção é vendida no varejo dentro dos bairros em que vivem os pescadores/piscicultores, fechando o ciclo produtivo de maneira economicamente sustentável.

O projeto foi selecionado na 4ª Edição do Edital da Fundação Cargill, em 2019, e já trouxe resultados importantes. “Concluímos o ano com 80 novos tanques construídos e testados por pescadores/piscicultores. Também equipamos e realizamos oficinas de formação e capacitação para uma equipe-piloto, que tem como tarefa multiplicar e dar andamento ao projeto. A produção desse grupo alcançou o montante de produção de 49 toneladas de tilápia”.

A iniciativa também focou no desenvolvimento de oficinas de preparo do pescado para merendeiras, entidades civis organizadas, clube de mães e outras, que recebem o produto através da venda institucional. “A união de conhecimento e experiência entre a Coafaso, a Fundação Cargill e a população local permite a estruturação de uma cadeia produtiva voltada ao pequeno produtor, dentro de um modelo familiar, que contempla a realidade da região. O fomento tem impactado famílias e o entorno, gerando, assim, mais renda e o fortalecimento econômico local, através uma rede de alimentação saudável e de qualidade”, afirma Martins.

A Fundação continua apoiando a iniciativa em 2020, com o objetivo de ampliar as estruturas e melhorar aspectos da produção, como o aprimoramento no abate, para que o pescado possa ser mais bem aproveitado. Segundo Martins, o projeto pretende aumentar o número de famílias envolvidas, de modo a atingir a produção de mil toneladas de pescado em 2025.

Agricultura sustentável

Um dos objetivos da Fundação Cargill é ser uma referência na promoção e na disseminação de conhecimento para uma alimentação segura, sustentável e acessível, por isso apoia e desenvolve projetos que capacitem pequenos produtores. No ano passado, a instituição apoiou várias iniciativas de agricultura sustentável, entre eles o Agroflorestando em Comunidades, que incentiva a agricultura familiar, atividade que, segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) é responsável pela produção de 80% dos alimentos disponíveis para consumo no mundo.

Há 20 anos a Associação Pedra Bonita atua na distribuição de alimentos para hortifrútis, escolas da rede pública, Hospital Dr. Júlio César Paulino Maia, Casa do Idoso de Brasilândia e APAE. Em parceria com outras quatro associações da região, a entidade também é a idealizadora do projeto Agroflorestando em Comunidades, que tem como objetivo trabalhar em conjunto com agricultores familiares, na implementação do Sistema Agroflorestal (SAF) em 28 áreas de cultivo, em Brasilândia, Mato Grosso do Sul.

O SAF é uma técnica de cultivo agrícola que permite o consórcio entre culturas, com tempos de colheita diferentes, mas que se complementam no processo de desenvolvimento, garantindo a oferta de alimentos variados em todas as épocas do ano. Para Alcides Frasnelli, presidente da Associação Pedra Bonita, esse sistema de produção pode resolver os desafios da agricultura familiar no Brasil, pois proporciona para os consumidores alimentação de qualidade e, para as famílias agricultoras, autonomia de suas bases de recurso e diversificação de suas produções.

Assim como o projeto de criação de peixes em tanques-rede, o Agroflorestando em Comunidades foi escolhido na 4ª Edição do Edital da Fundação Cargill. O apoio da instituição possibilitou a captação de todos os materiais e insumos necessários para a viabilização do SAF nas 28 áreas de cultivo, a realização de mutirões com a participação dos agricultores familiares, para a implementação do sistema em todas essas áreas, e a venda dos alimentos produzidos com essa técnica de cultivo.

Excedente da produção de alimentos é vendida em feiras

“Além de estruturar as áreas de cada SAF, conseguimos capacitar os produtores para a introdução da prática de planejamento do plantio; a rotina de prestação de contas dos associados, para manter a transparência na execução do projeto; a mobilização dos beneficiados para a realização dos mutirões, com o intuito de minimizar os esforços e atender os prazos de plantio; e o amadurecimento no gerenciamento de projetos”, explica Frasnelli.

A produção ao longo do ano garantiu, além da geração de renda, a alimentação segura das famílias produtoras; e o excedente foi comercializado em feiras do município, ou destinado para o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e ao Programa Protege Brasilândia, iniciativa municipal voltada para o auxílio nutricional e financeiro de pessoas em vulnerabilidade social.

A exemplo de corporações engajadas em questões sociais, no último ano, a Fundação Cargill atua em diversas frentes, fortalecendo tanto a rede colaborativa dentro da instituição, através do programa corporativo de voluntariado Semeando Futuro, quanto as iniciativas de outras organizações, através do apoio aos projetos selecionados em seus editais públicos, como os citados nesta reportagem.

Na 5ª edição do edital, lançado em 2019, dos 653 projetos inscritos, 20 foram selecionados para receber suporte técnico e financeiro da Fundação a partir deste ano. Segundo a entidade, o número de inscritos foi recorde, assim como o de projetos escolhidos, que seguem três linhas temáticas: iniciativas inovadoras no combate à perda e desperdício de alimentos; inovação tecnológica (soluções e pesquisa) na cadeia de alimentos e parcerias para inovação e o fortalecimento do empreendedorismo na cadeia da alimentação. Ao todo, serão beneficiadas 9.000 pessoas diretamente.

Projetos selecionados para 2020:

FRUTI PC – Película líquida natural comestível para prolongamento da vida útil pós-colheita (Toledo, PR): Material desenvolvido pelo Biogenesis Centro de Pesquisa e Desenvolvimento para aumentar a vida útil de frutas vermelhas, como o morango, nas prateleiras. A película, que atua como uma barreira transparente, evitando a proliferação das bactérias que levam ao apodrecimento, é aplicada na fruta logo após a colheita. A iniciativa irá beneficiar 25 pequenos produtores rurais e 10 mil pessoas na região.

Se Liga no Desperdício: cozinhando e alimentando com consciência (São Paulo, SP): Desenvolvido pela equipe da Liga Solidária, o projeto tem como objetivo combater o desperdício de alimentos no Restaurante Central, que fornece cerca de 44.100 refeições por mês, gerando 1,8 tonelada de perdas mensais. A proposta irá beneficiar 8.500 pessoas e atuar contra o desperdício em toda a cadeia desde o pré-preparo, distribuição e consumo até a destinação dos resíduos.

Redução do desperdício de alimentos na escola e melhora do estado nutricional de crianças (Goiânia, GO): Projeto da Universidade Federal de Goiás (UFG) para promover atividades de educação alimentar e nutricional com merendeiras e cozinheiras de seis escolas da região. O objetivo é estimular a redução de lixo orgânico, além de melhorar os hábitos alimentares das crianças. Também serão elaborados materiais didáticos para serem utilizados como instrumentos de intervenção e que poderão ser replicados nas demais escolas do município.

Aproveitamento e uso sustentável do mel de cacau em alimentos (Campinas, SP; Ilhéus, BA): Projeto da Fundação de Desenvolvimento da Unicamp (FUNCAMP) para criar uma percepção de valor e implementar soluções inovadoras na cadeia produtiva do cacau por meio de novas práticas de beneficiamento, aproveitamento e novos usos do mel de cacau produzido na região de Ilhéus.

Aproveitamento do resíduo da extração da água de coco verde (polpa e casca) (São Caetano do Sul, SP): O projeto do Instituto Mauá de Tecnologia visa desenvolver processos de produção de ingredientes e produtos, como sorvetes, pães e bolos, a partir do resíduo da extração da polpa e da casca do coco verde.

Embalagens ativas: Possibilidades de inovação com uso de plantas do Cerrado (Barreiras, BA): Desenvolvido pela Universidade Federal do Oeste da Bahia, o projeto tem como objetivo o desenvolvimento de biopolímeros (biofilme) para embalagem de alimentos com plantas nativas do Cerrado, visando ao uso sustentável e à preservação do bioma. A iniciativa promove ações com a comunidade para melhoria da segurança alimentar dos produtos comercializados em feiras livres. 

Agricultura Nutritiva: Biofortificação de variedades de feijão caupi na melhoria da qualidade alimentar (Balsas, MA): O feijão caupi faz parte da cultura regional de Balsas, porém o sistema produtivo é deficiente. O projeto da equipe da Universidade Estadual do Maranhão-Campos Balsas levará para a região, por meio do programa de alimentação escolar (PNAE), o uso de sementes biofortificadas, enriquecidas com bactérias fixadoras de nitrogênio (FBN), melhorando assim a qualidade alimentar e a renda do agricultor familiar.

REPASSA (Alfenas, MG): Por meio de parcerias público-privadas, a Universidade Federal de Alfenas (UNIFAL) visa à elaboração de produtos alimentícios a partir de subprodutos dos Sistemas Alimentares do Sul de Minas Gerais.  O projeto envolve pesquisa, desenvolvimento e assessoria técnica ao Banco de Alimentos, empresas e pequenos produtores locais e a promoção da saúde e da formação profissional da população em vulnerabilidade social.

Agricultura Agroflorestal com Sistemas Microbianos (São José dos Campos, SP): Projeto da Obra Social Célio Lemos em parceria com UNIFESP, tem o objetivo de desenvolver uma metodologia de plantio em Sistemas Agroflorestais com micro-organismos promotores de crescimento e/ou biofertilizantes na horta da entidade e, assim, disseminar a iniciativa para outros produtores. A produção será utilizada para consumo interno da creche e, posteriormente, para vendas de produtos nas comunidades do entorno.

Diagnóstico do uso racional da água na produção de tomate para processamento industrial em Goiás (Goiânia, GO): O projeto da Universidade Federal de Goiás (UFG) irá comparar o manejo da irrigação que o produtor de tomate faz com o que ele deveria fazer e apresentar o potencial agronômico e ambiental do melhor uso da água. A ideia é convencê-lo a fazer o uso correto oferecendo um aplicativo de fácil uso. Eles se beneficiarão com dados meteorológicos em tempo real, com os resultados do diagnóstico, com o uso do aplicativo e com cursos de capacitação.

Inovação tecnológica na produção de fertilizantes biológicos organominerais quelatizados na cultura do tomate orgânico (Goiânia, GO): Desenvolvida pela Universidade Federal de Goiás (GO), a inovação tecnológica em insumos agrícolas biológicos quelatizados – fertilizantes revestidos com substâncias húmicas para otimizar a liberação de nutrientes – está associada à redução do passivo ambiental, que será produzido a partir de resíduos agroindustriais, e também à expansão da cadeia produtiva de alimentos com maior qualidade nutricional e acessível à sociedade.

Plantando Mel nas áreas do sistema agroflorestal (Brasilândia, MS): Projeto da Associação Esperança dos Agricultores Familiares e Hortifrutigranjeiros de Brasilândia que pretende realizar ação comunitária, por meio de mutirões, para a implantação de 28 áreas de meliponários em sistemas agroflorestais para famílias ligadas às associações Almanara, Esperança, Pedra Bonita e Santana Santa Emília. A iniciativa contará com o envolvimento de jovens, adultos e idosos que serão conscientizados na preservação das abelhas nativas e do meio ambiente.

Escola Itinerante de Agroecologia na Amazônia (Careiro, AM): Por meio de cursos e assessoria técnica, a Casa do Rio irá promover a transição agroecológica e garantir a segurança alimentar das famílias de agricultores no território norte da BR-319, fortalecendo as comunidades e estruturando o setor da agricultura familiar em torno da produção de alimentos saudáveis.

Fibras e Amidos de tubérculos ainda não comercializadas industrialmente (Caapiranga, AM; Campinas, SP). A ideia do projeto da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) é promover o desenvolvimento econômico sustentável de Caapiranga por meio de pesquisas sobre os tubérculos cultivados no município e que serão processados em modelos de casas de farinhas, gerando novos ingredientes e/ou produtos e aplicações alimentícias. Esses produtos terão maior valor agregado com a obtenção da identidade geográfica e da rastreabilidade. Como consequência, haverá a valorização cultural e o impacto positivo na qualidade de vida e alimentação da comunidade.

Plantio Seringueira e Cacau no Planalto do Estado de São Paulo – Empreendedorismo Sustentável (São José do Rio Preto, SP): O projeto da Associação Comercial e Empresarial de São José do Rio Preto é implantar o consórcio do cacau e seringueira no Planalto paulista, maior região produtora de borracha natural do país, gerando a oportunidade de melhorar as condições socioeconômicas e proporcionar um ganho ambiental para toda a região.

Enjoy – Multi Espaço Produtivo e Inclusivo em Alimentação (São Paulo, SP): A equipe do Enjoy utilizará o valor para a criação de um multiespaço para produção e distribuição de alimentos, gastronomia social, consumo consciente e acesso à alimentação equilibrada da periferia de M’Boi Mirim até a Zona Rural de Parelheiros, Zona Sul de São Paulo.

Rodas de distribuição – Prato Firmeza (São Paulo, SP; Rio de Janeiro, RJ): Realizado pela Associação da Escola de Jornalismo, o projeto fará a distribuição do guia gastronômico Prato Firmeza e do guia metodológico nas periferias do Rio de Janeiro e São Paulo. Replicação da metodologia sistematizada desenvolvida em conjunto com o Prato Firmeza 3.

Gastronomia para Viver. (Chapecó, SC): O Programa Viver Ações Sociais visa a trazer oportunidades de qualificação profissional e empreendedorismo na área de gastronomia por meio de cursos de panificação, confeitaria e culinária geral. Os alimentos produzidos serão comercializados para garantir a sustentabilidade do projeto.

Circuito StartupTech (Uberlândia e Viçosa, MG; Goiânia, GO; Curitiba, PR). Desenvolvido pela Associação Wylinka, o projeto inclui um programa de empreendedorismo e desenvolvimento de soluções voltadas para os desafios da cadeia de alimentação a partir do conhecimento gerado pelas pesquisas e inovações das universidades.

Saladorama: Formação de Consultoras de Saúde e Bem-Estar (São Paulo, SP; Recife, PE): O projeto do Instituto Saladorama quer oferecer melhores condições de acesso à educação alimentar e à alimentação segura, sustentável e acessível, nos territórios de Jardim Lapena/SP, Heliópolis/SP e Recife/PE, por meio da formação prática e empreendedora de 120 consultoras de saúde e bem-estar e da consolidação das operações da Rede Saladorama.

Missão de 153 anos

Com 155 mil funcionários em 70 países, a multinacional Cargill é a maior empresa de capital privado do mundo. Há 153 anos tem como missão “nutrir o mundo de maneira segura, responsável e sustentável”. No Brasil desde 1965, é uma das maiores indústrias de alimentos do país, com 11 mil funcionários e presença em 147 municípios de 17 Estados. Seu braço social, a Fundação Cargill, parte da premissa de que a alimentação é um direito humano básico e compreende o acesso à comida, à segurança nutricional e à sustentabilidade de toda a cadeia alimentar.

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