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3 de setembro de 2019

Multinacional americana IBM dedica 1,3 milhão de horas a trabalho voluntário

A gigante de tecnologia IBM lançou no Brasil, na semana passada, a IBM.org, plataforma que conecta funcionários ativos e aposentados a iniciativas de impacto social. O programa de voluntariado é apenas uma entre muitas iniciativas mantidas pela empresa para levar inovação, conhecimento e dedicação ao sucesso de organizações que constroem comunidades mais fortes em todo o mundo.

O estudante Calil Nassim Kalil Filho, 16, divide com a mãe, o padrasto e seis irmãos um apartamento de 40 m2 no município de Hortolândia, no interior de São Paulo. Até o início deste ano, sonhava em concluir o ensino médio e cursar faculdade de filosofia para, assim, poder ajudar a família. Sua vida tomou outro rumo quando a mãe resolveu inscrevê-lo no Avante, um projeto da área de Recursos Humanos da IBM em parceria com a organização sem fins lucrativos Instituto Ser+. Com duração de três meses, o projeto ofereceu a 33 jovens em situação de vulnerabilidade econômica e social da região de Campinas (SP), cursos sobre tecnologia, carreira e pesquisa. Segundo Stephanie Stolfo, gerente de programas de emprego e relações trabalhistas da IBM, o objetivo era ajudar os jovens entre 15 e 21 anos a descobrir seus talentos, desenvolver seu potencial e conquistar um primeiro emprego.

Durante três horas por dia, Kalil e os demais participantes do Avante tiveram aulas ministradas por voluntários da IBM e do Instituto sobre computação em nuvem, segurança da informação, inteligência artificial, desenvolvimento de software, metodologia ágil, planejamento de carreira, comunicação e liderança, além de mentorias individuais. No final do curso, a IBM contratou 21 alunos como jovens aprendizes e estagiários. Kalil, entre eles.


O estudante Calil Nassim Kalil Filho e sua mentora, Stephanie Stolfo, na formatura do Avante

O projeto deu ao estudante do segundo ano do ensino médio uma nova perspectiva de vida, e uma nova paixão profissional – a segurança da informação, uma área da qual ele gostava, mas não pensava ser possível seguir. Depois de algumas conversas, Stephanie, sua mentora, decidiu colocá-lo em contato com a equipe de segurança da informação da IBM. Kalil demonstrou tanto interesse e tanta vontade de aprender que o gerente da área pediu ao RH da empresa que uma das vagas previstas pelo Avante fosse destinada a ele. O estudante foi contratado como jovem aprendiz e agora pretende fazer faculdade de computação para trabalhar com segurança de sistemas.

A história de transformação pessoal de Kalil é uma das muitas proporcionadas pelo IBM Volunteers, programa global que lançou no Brasil, no último dia 28 (Dia Nacional do Voluntariado), o IBM.org, plataforma que conecta IBMistas a iniciativas de impacto social. Criado em 2003 para dar suporte ao trabalho voluntário de funcionários ativos e aposentados, o programa fornece recursos que ajudam os colaboradores da empresa a se envolver com organizações e escolas da comunidade, expandindo o impacto de seus esforços. Desde a sua criação, o IBM Volunteers registrou 22 milhões de horas de voluntariado em 94 países – 1,3 milhão delas somente no ano passado.

“O IBM.org transforma a experiência de doação e de voluntariado tanto para os IBMistas quanto para as comunidades parceiras”, explica Juliana Nobre, gerente de cidadania corporativa da IBM Brasil. “Nossos voluntários podem conhecer iniciativas de seu interesse que necessitem de suas habilidades, enquanto entidades podem entender um pouco mais do que a IBM pode fazer por elas e cadastrar os projetos que precisam da ajuda dos voluntários da empresa”. O site também traz histórias inspiradoras, saídas da atuação dos IBMistas nas comunidades parceiras. Segundo Juliana, a plataforma faz parte da estratégia global de doação da IBM, pois ajuda a garantir um maior impacto em áreas que se alinham à estratégia corporativa da empresa, como educação, saúde e resiliência a desastres naturais.

Recuperação de desastres naturais

O voluntariado é apenas uma das iniciativas de responsabilidade social da IBM. Ajudando clientes ou enfrentando desafios sociais, a empresa leva inovação, conhecimento e dedicação ao sucesso de organizações que constroem comunidades mais fortes em todo o mundo. É o caso do programa Call for Code Global Challenge, um desafio global de programação que convida desenvolvedores de todo o mundo a usar suas habilidades e as últimas tecnologias para construir soluções que auxiliem em processos de prevenção, resposta e recuperação de desastres naturais, com ênfase em saúde e no bem-estar das comunidades. O programa é uma iniciativa da IBM, da Fundação Linux, da Cruz Vermelha e da Comissão dos Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas.

Cem mil desenvolvedores de 156 países aplicaram 2.500 projetos para o primeiro Call for Code. O Projeto OWL (de Organization, Whereabouts, Logistics) venceu o primeiro desafio com uma solução de baixo custo, que cria uma rede temporária de comunicação pós-desastre para colocar pessoas e equipes de emergência em contato. O projeto foi inspirado pela passagem do furacão Maria, que atingiu Porto Rico em 2017, matando milhares de pessoas e deixando a infraestrutura local destruída. O Maria derrubou as linhas telefônicas e deixou a comunicação da ilha dependente de uma única estação de rádio, dificultando o trabalho das equipes de socorro e o contato entre os sobreviventes.

Segundo Bryan Knouse, líder do Projeto OWL, o desafio era desenvolver uma solução que fosse simples o bastante para não depender de aplicativos ou de websites, porque em situações como essas não há eletricidade ou internet funcionando. “É muito difícil dizer a alguém que passou por um desastre ‘Baixe tal aplicativo, acesse tal site’”, pondera. O Projeto OWL usa pequenos transmissores de baixo custo para criar uma rede Wi-Fi de baixa frequência (Ducklink), à qual os usuários podem se conectar via smartphone. Quando o celular está conectado à rede, a tela do dispositivo exibe uma janela em inglês e espanhol na qual devem ser inseridas informações como nome, localização, número de animais de estimação, necessidades médicas e situações perigosas do local, como árvores caídas, linhas de transmissão de energia derrubadas, incêndios ou estradas e ruas bloqueadas. A informação é enviada para a rede Ducklink e para as equipes de emergência, facilitando a comunicação entre as equipes de resgate e os sobreviventes.

Bryan Knouse, da equipe do Project OWL, testa a rede Ducklink em Porto Rico. No detalhe (à dir.), o transmissor de baixa frequência e o hardware da rede

Em junho passado, a IBM realizou no Rio de Janeiro, com o apoio da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o primeiro Call for Code Brasil. Cem pessoas foram desafiadas a idealizar um aplicativo que permitisse notificar problemas de saúde e problemas ambientas que configurassem risco à saúde após desastres naturais. Os grupos vencedores tiveram um mês para desenvolver a ideia e assim poderão marcar encontros com especialistas da IBM para evoluir com o projeto.

Nicole Passos, 22, moradora da Cidade de Deus, fez parte da equipe que conquistou o primeiro lugar na competição com o projeto Help Life. A proposta do aplicativo é facilitar a ajuda de bombeiros e da Defesa Civil a vítimas de desastres naturais, como o ocorrido no Rio de Janeiro, em abril deste ano, quando a pior chuva dos últimos 22 anos inundou a cidade, provocou deslizamentos, matou mais de 10 pessoas e deixou centenas de desabrigados. Nicole e os outros grupos vencedores estão participando do Call for Code Global Challenge 2019, que se encerra em outubro.

A tecnologia e a expertise da IBM, aplicada às operações dos clientes, também são utilizadas para assistir organizações humanitárias e governos na preparação, respostas e recuperação frente a desastres. As tecnologias desenvolvidas pela empresa e os voluntários IBMistas já entraram em ação mais de 80 vezes desde 2001. Para auxiliar os moradores do Estado da Flórida, nos EUA, a se recuperar da destruição provocada pelo furacão Michael, por exemplo, a IBM ajudou a desenvolver um chatbot com o intuito de aumentar os serviços de telefonia, possibilitando aos moradores obter informação online sobre comida, abrigo, rotas de evacuação e outros tópicos vitais relacionados àquela supertempestade. O chatbot usou a tecnologia Cognitive Automated Response Learning Agent (CARLA, ou Agente de Aprendizagem de Resposta Automatizada Cognitiva) para entender e responder perguntas digitadas em inglês e em espanhol. Somente em 2018, a empresa auxiliou as comunidades afetadas pelos furacões Florence e Michael (EUA), pelas inundações no Japão e na Índia, pelos incêndios na Califórnia e pelo terremoto e o tsunami na Indonésia.

Educação, diversidade e igualdade de gênero

A responsabilidade social na IBM tem papel de destaque, tanto quanto seus negócios. Uma pesquisa recente da IBM Research mostra que a Inteligência Artificial e a automação inteligente podem fazer com que 120 milhões de trabalhadores necessitem de novas habilidades nos próximos anos. Até 2021, a área de cibersegurança pode ter 3,5 milhões de empregos não preenchidos – o que mostra que novas oportunidades estão crescendo e, à medida que o mundo se torna mais digitalmente dependente, muitas habilidades em tecnologia da informação estão com demanda alta. Por isso, parte dos esforços sociais da empresa é dedicada a iniciativas desenhadas para desenvolver capacidades STEM (sigla em inglês para Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática) em crianças, colaborando para criar novos caminhos na força de trabalho em tecnologia.

Uma dessas iniciativas é o modelo educacional P-TECH, criado em 2011 com o objetivo de contribuir com a formação e a capacitação dos futuros profissionais, oferecendo aos estudantes oportunidades para experiências práticas em empresas parceiras e criando uma jornada integrada que possibilita a obtenção de três diplomas – médio, técnico e superior (tecnólogo) – em cinco anos. O modelo, que também oferece oportunidades de estágio pago e mentorias, está sendo aplicado em 200 escolas de 16 países e deve chegar às Escolas Técnicas (Etecs) administradas pelo Centro Paula Souza em 2020.

Equipe do Centro Paula Souza participa de apresentação do P-TECH, método de ensino que será implantado nas Etecs de São Paulo

O Centro Paula Souza é uma autarquia do Governo do Estado de São Paulo que administra 223 Etecs e 73 Faculdades de Tecnologia (Fatecs), com mais de 297 mil alunos em cursos técnicos de níveis médio e superior tecnológicos. A IBM contribuirá com informações sobre as competências do profissional de tecnologia do futuro e oferecerá aos alunos do P-TECH palestras sobre temas como carreira, inteligência artificial, nuvem, blockchain e outros. O objetivo é combinar experiências no ambiente profissional com a aprendizagem em sala de aula, proporcionando interações entre os estudantes e os especialistas em sua área de atuação.

Os participantes terão orientações sobre o que os empregadores buscam, como se comunicar, a importância do trabalho em equipe e habilidades para resolver problemas. O programa, mais extenso, é bem parecido com o Avante, que transformou a vida do estudante Calil Kalil Filho, apresentado no início do texto. Para participar do programa, os alunos terão de passar por processo regular de admissões que integra os currículos dos ensinos médio e técnico oferecidos pela instituição. Os alunos que se inscreverem no curso de “Análise e Desenvolvimento de Sistemas” no programa P-TECH – Centro Paula Souza terão experiências práticas oferecidas pela IBM. No Brasil, o programa espera formar 80 alunos por ano, em um primeiro momento, e inspirar outras escolas a implementar o modelo educacional em parceria com outras empresas, tanto do setor de TI quanto de outras indústrias.

Em 2018, a IBM contratou 99 estudantes do P-TECH como estagiários, 11 ex-alunos obtiveram o diploma de bacharel e 30 alunos graduados foram contratados em período integral pela empresa. Agora, a IBM pretende expandir a rede P-TECH, possibilitando a colaboração entre as escolas participantes e desenvolvendo recursos educacionais on-line para professores e estudantes.

Outra iniciativa da IBM voltada ao desenvolvimento de habilidades para a força de trabalho futura são os IBM Global University Programs, que fornece recursos ao ensino, à pesquisa e ao treinamento de capacidades em blockchain, cibersegurança, inteligência artificial, ciência de dados e outras áreas de alta demanda. Isso inclui a IBM Academic Initiative, que oferece acesso livre a professores e estudantes à tecnologia IBM para aprendizagem e pesquisa não comercial. A IBM Skills Academy é um programa novo que treina professores e os equipa com programas de estudo pré-construídos, laboratórios baseados em nuvem e outros recursos para ajudar a ensinar oito habilidades tecnológicas sob demanda. Dezenas de escolas nos EUA estão implementando o programa, que será expandido para Europa, China e América Latina em breve.

Além dos recursos oferecidos pela Skills Academy, professores de todo o mundo podem utilizar o Teacher Advisor with Watson, um recurso gratuito que usa inteligência artificial para interagir com professores, avaliar suas necessidades e recomendar recursos de uma biblioteca com 10 mil aulas, atividades e outros recursos. O conteúdo, focado em matemática para estudantes de 5 a 14 anos, tem curadoria da UnboundEd, entidade sem fins lucrativos, parceira da iniciativa. O Watson pode ajudar os professores a economizar tempo, respondendo rapidamente a perguntas e sugerindo recursos relevantes e de alta qualidade que estejam alinhados com a grade curricular padrão.

“Países que investem no fechamento ou diminuição da brecha de gênero aceleram o crescimento econômico e distribuem os benefícios desse crescimento a um maior número de seus cidadãos”, defende Mary Ellen Iskenderlan, presidente e CEO do Women’s World Bank, organização sem fins lucrativos que fornece apoio estratégico, assistência técnica e informações a uma rede global de 40 instituições e bancos independentes, que oferecem crédito e outros serviços financeiros a empreendedoras de baixa renda em países em desenvolvimento. Compartilhando desse pensamento, a IBM mantém um programa na Índia dedicado a desenvolver capacidades STEM em mulheres. Ao longo de três anos, o STEM for Girls espera desenvolver pensamento computacional e habilidades de vida em 200 mil meninas em sete Estados indianos. O objetivo é ajudá-las a construir confiança na hora de tentar uma carreira nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática, dominadas atualmente por homens naquele país.

Reprodução da página inicial do site da Reprograma, ONG onde voluntários da IBM ajudam mulheres cis e trans a desenvolver habilidades para trabalhos na área de tecnologia, reduzindo a desigualdadede gênero

A desigualdade de gênero na área não é prerrogativa da Índia. Mulheres representam menos de 1/3 da força de trabalho em TI; e no Brasil, segundo o Ministério da Educação, apenas 13% dos alunos de ciência da computação são mulheres, 47% das quais desistem antes de concluir o curso. Programas como o STEM for Girls e estatísticas como essas inspiraram voluntários da IBM a trabalhar no desenvolvimento de habilidades e igualdade de gênero com um grupo em situação de vulnerabilidade social. Em parceria com a ONG {Reprograma}, iniciativa que foca em ensinar programação para mulheres cis e trans que não têm recursos e/ou oportunidades para aprender a programar, os voluntários realizam jornadas de orientação que ajudam as participantes a se preparar para o mercado de trabalho em uma empresa de tecnologia. As sessões de mentoria incluem discussões sobre blockchain, Watson e visitas a instalações da IBM.

Saúde, pesquisa e meio ambiente

Na IBM, a frase “Não criamos tecnologia apenas porque podemos, mas porque é útil para o usuário final” se aplica aos projetos da empresa relacionados à saúde. Por meio do programa IBM Health Corps, a companhia envia especialistas para trabalhar com organizações governamentais, não governamentais e acadêmicas a fim de desenvolver soluções inovadoras que podem aumentar o acesso aos tratamentos de saúde. A equipe do Health Corps participa de vários projetos que visam a melhoria da qualidade e disponibilidade da informação que os profissionais da saúde usam para prestar serviços aos pacientes e à comunidade.

Em 2018, eles desenvolveram um sistema que rastreia as orientações de quimioterapia de pacientes, com o objetivo de substituir as instruções escritas em letra cursiva e, portanto, sujeitas a erro. O programa vai ser implantado no Haiti e em Ruanda. Na Índia, o IBM Health Corps está pesquisando como integrar dados de diferentes sistemas de gestão de saúde que podem melhorar o acesso de pacientes a medicamentos essenciais. E até o final do ano, o programa vai implantar em outros países o IBM Cancer Guidelines Navigator, uma ferramenta que está permitindo a oncologistas de Zâmbia e da Nigéria ter acesso às melhores práticas e às diretrizes no tratamento dos tipos de câncer mais prevalentes na África Subsaariana, de modo que eles possam prescrever planos de tratamento personalizados mais rapidamente.

No IBM Research, cientistas estão desenvolvendo uma maneira de usar a inteligência artificial para ajudar na busca de antibióticos capazes de tratar as infecções resistentes a medicamentos que causam entre 700 mil e 5 milhões de mortes por ano em todo mundo. O laboratório da IBM na África está pesquisando, em parceria com a Universidade de Oxford e com a ajuda da inteligência artificial, uma solução que permita às autoridades de saúde a identificar estratégias baratas e efetivas de longo prazo no combate à malária.

Dos laboratórios da IBM também estão saindo várias soluções para problemas ambientais, uma área a que a empresa dedica parte de seus esforços. Em 2007, a IBM firmou sua posição em relação às mudanças climáticas, reconhecendo-as como um sério problema que requer ação global significativa para estabilizar a concentração atmosférica dos gases de feito estufa. A empresa acredita que todos, governos e setores da sociedade e da economia, devem buscar soluções para as alterações do clima. Dez anos antes do anúncio, a companhia já havia implantado um sistema de gestão ambiental (EMS) desenvolvido para ajudar a minimizar o impacto potencial de suas operações no meio ambiente. Com isso, foi a primeira grande multinacional a obter a certificação ISO 14001 para um sistema de gestão ambiental.

No Quênia, sistema de monitoramento em tempo real identifica problemas com a infraestrutura de água, recurso escasso nas regiões mais remotas do país (Foto: Divulgação)

O sistema ajudou a IBM a atingir o objetivo, estabelecido em 1973 com o programa de conservação de energia, de reduzir as emissões de carbono até 2000. Em outubro do ano passado, a empresa estabeleceu um segundo objetivo para o uso de energia renovável e um quarto objetivo para a redução de emissões de CO2. Entre esses objetivos, garantir que 55% do consumo de energia elétrica da empresa em todo o mundo venha de fontes renováveis até 2025 e reduzir as emissões operacionais de CO2 associadas ao consumo de energia da IBM em 40% (ano-base 2005).

Os esforços da IBM não estão voltados apenas para dentro de casa. A empresa está inventando e implementando soluções que podem melhorar a qualidade e a sustentabilidade da água, da energia e da agricultura. No Quênia, onde água limpa é um recurso escasso em áreas remotas, a empresa, em parceria com a startup SweetSense, implantou um sistema de monitoramento que fornece informação em tempo real para as autoridades, de modo que elas possam identificar problemas com a infraestrutura da água, realizar os reparos necessários mais rapidamente, prever demanda e gerenciar o fornecimento de água de maneira mais eficiente.

Na agricultura, um protótipo desenvolvido pelo laboratório da IBM no Brasil está ajudando os fazendeiros a testar o solo e a água de maneira rápida e simples. O AgroPad é um cartão de papel com um chip e círculos microfluidos que mudam de cor para indicar os níveis de produtos químicos em uma amostra de água ou solo colocada no cartão. Um aplicativo de smartphone analisa uma foto do cartão e apresenta os resultados, que também podem alimentar uma plataforma baseada em nuvem, monitorando o solo regionalmente. Inovações como o AgroPad podem ajudar a gerenciar a qualidade do solo e aumentar os rendimentos de pequenas propriedades, que produzem cerca de 80% da comida do mundo.

AgroPad, cartão de testes de água e solo desenvolvido pelo laboratório da IBM no Brasil

Também do laboratório da IBM no Brasil saiu um pacote de soluções que combina inteligência artificial e tecnologias de análise climática para ajudar agricultores e empresas de alimentos a tomar decisões mais assertivas. As soluções analisam imagens de satélite, detalhes de previsão meteorológica e insumos específicos de culturas (data de semeadura, estágio de crescimento etc.) para prever o rendimento das culturas, modelar a probabilidade de surtos de várias pragas e doenças e tomar decisões mais informadas sobre fertilizantes, pesticidas e horários de irrigação.

Outra tecnologia saída dos laboratórios da IBM pode transformar plástico usado em plástico novo, solucionando um problema ambiental grave. Hoje a reciclagem de plástico sofre com a falta de plantas de processamento e problemas com contaminação. O que não é reciclado acaba parando nos oceanos ou em aterros sanitários. Os cientistas da IBM desenvolveram um processo catalítico que transforma o plástico em recurso renovável. Batizado de VolCat, o processo transforma garrafas plásticas em material puro, que pode ser usado para fabricar novos produtos plásticos, substituindo matérias-primas baseadas em petróleo. As tartarugas marinhas agradecem.

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