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7 de novembro de 2016

O empreendedor nº 1 do Terceiro Setor

O dia 21 de agosto de 1968 ficará para sempre na memória do sociólogo, antropólogo e filósofo niteroiense Rubem César Fernandes. Nessa data, aos 25 anos, exilado por conta do golpe militar no Brasil em 1964, ele assistiu ao vivo e em cores à invasão dos tanques soviéticos em Praga e ao desmoronamento do regime reformista de Alexander Dubcek. Foi um choque para o jovem intelectual, à época filiado ao Partido Comunista Brasileiro. Como expectador privilegiado do episódio conhecido como “A Primavera de Praga”, tomou, naquele momento, uma decisão, irrevogável: “Jamais serei político”, pensou. Hoje, quase 50 anos depois, o alquebrado Congresso brasileiro pode estar sentindo sua falta. Mas, se perdeu a política, ganharam os chamados movimentos sociais.

Segue que a política, em sentido mais amplo, Fernandes nunca deixou de exercer. Em 1993, já de volta ao Brasil, após 11 anos de exílio, criou o Viva Rio, uma organização social (OS) para combater a violência no Rio. Ao longo dos seus 23 anos de existência, a organização evoluiu para o que o sociólogo chama de “laboratório social”, com projetos em comunidades carentes. Hoje, em sua mais recente mutação, o Viva Rio é uma organização social voltada para a formulação e gestão de políticas públicas, com ênfase na Saúde, com atuação na gestão de 61 unidades da Clínica da Família e sete Unidades de Pronto Atendimento – UPAs, além de diversos projetos em comunidades de baixa renda em parceria com diversas entidades locais.

Casado e pai de três filhos, Fernandes tem a vida pessoal imbricada com a do Viva Rio, a tal ponto que transferiu sua moradia para o mesmo prédio onde funciona a organização. Pelo menos dez dias por mês ele passa no Haiti, onde o Viva Rio atua há dez anos. Empresário bem-sucedido do terceiro setor, ele tem trânsito e influên­cia em grandes empresas e investidores em causas sociais, como o húngaro-americano George Soros. Numa manhã de terça-feira, às vésperas de viajar para o Haiti, ele deu esta entrevista a NÓS:

Nós: Nestas mais de três décadas de vida, o que mudou no Viva Rio?

Rubem César Fernandes: O Viva Rio nasceu como um movimento social, no fim da ditadura e início recente da democracia no Brasil, ali pelo começo dos anos 90. Depois, a gente virou uma espécie de laboratório social, com pequenos projetos, mas muito inovadores, sempre ou majoritariamente em áreas de favelas, com foco em redução de violência. E aí acabamos ganhando um caráter internacional. Fomos chamados para participar das operações de paz da ONU, no Haiti. Evoluímos, nos tornamos uma organização sistematizada, mas nunca perdemos o espírito do movimento. No início, não tínhamos nem funcionários, nem sede nova; durante um ano e meio era só um movimento. Agora, estamos num terceiro momento. A fase de inovação, laboratório social, deu lugar a uma organização que já trabalha numa escala de política pública.

Qual o principal foco?

RCF: A gente chegou a ter experiência com a área de educação, multimídia e tal, reforço e aceleração escolar. Mas cresceu muito o trabalho de saúde em comunidades vulneráveis, pobres, pouco institucionalizadas. Foi este último movimento que nos impulsionou numa direção que domina hoje. É uma visão muito ampla de saúde, não somente médica, em que a gente pensa tudo: saneamento, pacificação da comunidade. Porque toda essa violência que ocorre nas comunidades gera injúria, ferimento, morte, trauma, inclusive nos nossos funcionários. É barra pesada. Temos com frequência os mesmos desafios das organizações que trabalham em guerras, como Médicos Sem Fronteiras e Cruz Vermelha.

As políticas públicas necessariamente têm de ser articuladas com os governos?

RCF: Há duas dimensões, duas alternativas. Você pode estar associado a políticas públicas, e a criação das OS foi um passo importante institucional nesse sentido no Brasil, porque são qualificadas para gerenciar políticas em escala governamental nas áreas de saúde, educação, cultura. Em outros países isso acontece até em alguns setores da área de segurança. Mas de outro lado pode se ganhar escala e ser sustentável em projetos sociais com uma estratégia de mercado, no varejo, crescer muito com os caminhos do mercado, sem fins lucrativos. O Viva Rio não abandona nossa natureza de instituição sem fins lucrativos. Poderíamos até abandonar, mas não é o caso, não queremos.

As OS se justificam pela ausência do poder público? Num país como a Suécia existiria um Viva Rio?

RCF: Em países como a Inglaterra e Estados Unidos existem OS, sim. É uma estratégia gerencial em relação a bens públicos. O governo pode, ele mesmo, executar a tarefa ou pode fazê-la por meio de convênios, contratos. Como contratam empresas de engenharia para construir pontes, os governos podem contratar empresas sociais para desenvolver certos programas sociais. Não é por ausência de poder público, essa é uma noção ruim, dá uma ideia de que as entidades sem fins lucrativos estão aí para tapar buracos. Não é isso. Elas se justificam se forem mais eficientes, baratas e focadas. Por exemplo, com a quantidade de escolas que o município do Rio tem, fica difícil para o governo ficar cuidando de cada item de manutenção predial, cada janela, cada parede. Tive essa discussão em Nova York, com a secretária de saúde de lá. Fiquei impressionado com a clareza da prefeitura de Nova York. Eles definem as metas, criam as regras, definem o valor e fazem a concorrência. Quem ganhar, será supervisionado, e se a prefeitura não gostar, chama outra. Esse é um conceito de gestão, não é um conceito de falta. É um plus.

O que se espera das OS, então, é que tenham expertise nas áreas em que atuam. Isso é o que as tornam necessárias?

RCF: Sim, e também que sejam bem supervisionadas, auditadas e controladas.

Por quem?

RCF: Pelo governo. O governo também pode contratar terceiros para isso. Por exemplo, nós estamos começando outro projeto e botamos lá a marca da Price, que será nossa auditora. Paga-se um pouco mais, às vezes bem mais, para ter uma auditoria da qualidade dessas, mas é uma placa que demonstra transparência, uma certa garantia contra essa onda de desconfiança hoje no Brasil em relação a qualquer coisa que tenha a ver com o poder público. Aí também é uma alternativa. Em vez de criar controladorias grandes, a prefeitura contrata uma dessas grandes empresas reconhecidas de auditoria.

Essa evolução das ONGs para empresa social não está servindo aos mecanismos do mercado? Porque a empresa social não visa lucro, mas o mercado visa lucro. Não é uma contradição?

RCF: É uma opção. Uma prefeitura pode optar por uma empresa com fins lucrativos ou sem fins lucrativos. Também é uma decisão do poder público. Nós escolhemos ser uma organização sem fins lucrativos por causa da nossa história.

O Viva Rio poderia ter fins lucrativos?

RCF: Sim.

Mas mesmo assim seria uma organização social?

RCF: Não, seríamos uma empresa com o objetivo de ganhar com o trabalho.

Mas poderiam ser uma empresa com objetivo social que dá lucro?

RCF: Poderíamos. Nada impede, desde que seja sustentável. Há agora empresas de saúde popular, que buscam trabalhar num nicho de mercado mais pobre, porém capaz de bancar o custo. Em vez de uma consulta custar 200, 500 reais… Outro dia fui a um médico e a consulta era 800 reais. Não, obrigado. Mas existe um público que aceita pagar 60 reais por uma consulta, e vai lá, agenda para a semana seguinte, faz todos os exames. O que é muito difícil de acontecer no serviço público, por conta da universalidade da medicina pública no Brasil. É um público enorme, com uma extensão enorme de serviço. Faz isso em vez de ir num serviço público, no SUS, que pode até ser melhor, mas ter que se submeter a prazos, a filas. Seria melhor se existirem alternativas de economia popular, nas quais eu pago e tenho um serviço mais ágil, inclusive com especialidades. Falta isso na assistência básica de saúde. Venho conversando com empresários de clínicas populares que acham que isso é um nicho de mercado interessante. Encontrei outro dia um sujeito que parece que está indo bem nisso aí. Alguns grupos já estão fazendo assim.

Lucro e função social são compatíveis então?

RCF: Sim, se cumprir uma função social, que é oferecer medicina de qualidade para uma classe média baixa, ou classe pobre alta. É um segmento de classe C que pode e fica feliz em pagar um serviço que seja ágil e de qualidade. Já passamos do tempo de achar que existe antagonismo entre mercado e política pública. Isso foi nos anos 50, 60, na Guerra Fria, ficava essa polaridade. Acho que existem tensões sempre entre o público e o privado, mas são tensões que podem abrir várias possibilidades. Acho que a OS deve se utilizar dos mecanismos de mercado, o poder público deve se utilizar dos mecanismos de mercado, dentro de certo limite. No nosso caso, a gente tem uma história de movimento, de envolvimento com a vida da comunidade, então a gente não é uma empresa de RH, de simplesmente empregar pessoas. É muito mais do que isso, queremos contribuir para a melhoria da qualidade dos serviços de saúde, num sentido muito amplo. Pra nós, saúde é quase tudo, é meio ambiente, é saneamento, é esporte. É difícil dizer o que não faz parte da saúde. Segurança faz parte da saúde.

A empresa social não seria uma inflexão do capitalismo?

RCF: Depende da história de cada país. Se pegarmos os países nórdicos, como Noruega, Suécia, Finlândia, Dinamarca, houve uma combinação de capitalismo e socialismo que deu um resultado fantástico. Nos EUA, lá pelas tantas, no início do século 20, as grandes empresas, as grandes fortunas, começaram a criar fundações, e se tornou uma tradição pessoas de sucesso, que ganham uma grana, investirem no social por meio das fundações. Com isso, abate um pouco do seu imposto de renda. A quantidade de fundações que existem nos Estados Unidos é enorme. Elas são parte importante da política social do país. A maioria das bibliotecas, dos museus, da arte é ligada a empresas.

E no Brasil?

RCF: No Brasil, tivemos o momento do capitalismo selvagem. Era uma coisa meio medieval, cada um cuidava do seu: a Igreja vai cuidar do pobre, do órfão, da educação; a política manda; e o pessoal do business vai ganhar dinheiro. Mas hoje em dia já está crescendo no Brasil a consciência de que, se o capital não investir em meio ambiente e no social de alguma maneira, vai ficar difícil. Quem frequenta o entorno do Morro do Alemão e a Avenida Brasil vê a quantidade de galpões de empresas fechados. As empresas fugiram com medo dos tiroteios. Ficou muito claro: olha, temos que cuidar da vizinhança. Hoje já há uma consciência crescente de que é preciso, sim, haver formas intermediárias entre o business e o social.

As empresas brasileiras assumiram que os problemas brasileiros são também responsabilidades delas?

RCF: A empresa sempre vai tentar primeiro uma solução que lhe garanta lucro. Em grandes empresas, você pensa em lucro num largo prazo. As grandes empresas têm tempo, podem pensar em 10 anos, 15 anos. Não é mais a vida de um indivíduo, que tem vida curta, é de uma empresa. Para uma grande corporação, fazer um investimento que vai dar retorno daqui a 10 15 anos, faz sentido. Ela pode pensar em investir em infraestrutura, em construir estradas, ferrovias, portos. O capitalismo foi encontrando meios de sair do lucro de curto prazo e pensar no longo prazo. Já as pequenas empresas não aguentam ficar esperando 10 anos. Precisam pensar no dia a dia. O capitalismo se tornou muito mais complexo do que a ideologia dos anos 50, 60, nos quais a gente cresceu, era capaz de imaginar.

O empreendedorismo social veio para substituir o modelo de doação?

RCF: A doação não é sustentável. Sustentável são investimentos. Ou o governo investe por meio de organizações que ele contrata, que é o caso das OS, ou se fazem investimentos que encontram na área social oportunidades de retorno. Saúde é um campo muito interessante a largo prazo nessas camadas das quais a gente falou. A classe média já tem uma medicina privada bem estruturada, mas é caríssima, não tem jeito de as classes baixas chegarem a esses valores. O médico sozinho em sua clínica tem que cobrar caro. Se não, não vai ficar feliz, não vai ganhar o dinheiro que ele quer para sua tranquilidade de classe média alta. Agora, se ele monta uma rede de clínicas, que emprega médicos jovens, começando, por um valor mais baixo, pode dar certo. Com a escala, o médico vira empresário de uma rede de clínicas populares. Esse desenho está começando a se desenvolver no Brasil.

É um desenho em que todos ganham…

RCF: Sim, é um ganha-ganha. Só não chega para o mais pobre que, aí, vai para o SUS. Acho que, no futuro, a tendência é a medicina pública ficar realmente disponível para a população mais pobre, que tem dificuldade de bancar, mesmo, uma consulta de 50, 60 reais. Enquanto que uma camada aí, pelo mercado, estará servindo à classe C, ou B e C, de uma maneira mais eficiente. Acho que o mercado vai ser atraído pela crise da saúde pública. É um campo de oportunidades.

Segundo este raciocínio, a segurança também deveria gerar uma solução de mercado?

RCF: Já gerou. A classe média toda paga. Aonde você vai, tem uma segurança, uma rua fechada com um pessoal que toma conta. Mas se sair da classe média, o que você encontra? A milícia, que é uma solução bandida, mas é de mercado. Como é bandida, começa a se aproveitar do poder que tem, domina outros setores, do gás, gatonet. Isso é crime.

Qual a solução para a falta de segurança? Mexer na polícia?

RCF: É impressionante como é difícil no Brasil mexer com as estruturas de governo. É de uma inércia, de um corporativismo incrível. A PM vive uma situação das mais difíceis, temos de ser solidários com a vida do policial. É uma pauleira, uma carreira dificílima, com uma missão muito importante. A estrutura de um batalhão não é funcional para nada. Não tem gênio humano que seja capaz de comandar um batalhão, um troço imenso, num território heterogêneo. Tem que cuidar da favela, da classe média, da área comercial, tudo ao mesmo tempo, com o mesmo comandante. A quantidade de assunto que chega todos os dias para ele assinar é imensa. Os processos chegam de carrinho. É uma estrutura muito antiga.

Não há soluções pontuais e alternativas?

RCF: Tem uma coisa inovadora acontecendo agora que é essa Polícia Presente. É uma iniciativa que está acontecendo e saiu totalmente do script, da caixa. O dinheiro é da Fecomércio. A coordenação governamental não é da Secretaria de Segurança. É da Secretaria de Governo. O comando é de coronéis da PM, que foram disponibilizados pela corporação. Além de ganhar da PM, ganham um plus da empresa que está gerenciando o trabalho deles. Gerenciam em modelos totalmente diferentes do patrulhamento convencional. Estão patrulhando o Centro da cidade, a Lapa, a Lagoa, o Aterro, em duplas, trazendo de volta o que era conhecido como ”Cosme e Damião”. É uma solução de mercado. Mas conciliando com a vista grossa, que é o único jeito que nossa herança getulista e católica aceita para mexer com as estruturas de Estado. A Fecomércio vive daquele imposto privado, que se recolhe do trabalhador. São soluções interessantes, mas também não enfrentam a modernização do Brasil.

Como está o trabalho do Viva Rio no Haiti?

RCF: A gente tem um trabalho em três municípios, atualmente, mais na área de formação. Estamos sempre fazendo coisas interessantes e produzindo resultados. A orientação seguida lá é buscar uma estratégia sustentável. Depender de ajuda é muito ruim. A ajuda vai embora de repente, viaja, vai para outro canto. No Haiti, a ajuda internacional hoje caiu muitíssimo. Continuamos trabalhando em projetos, mas o básico é ser sustentável. Temos duas frentes quase sustentáveis. Uma é a academia de futebol de alto rendimento, Pérolas Negras, e a outra é a escola de formação para ecoturismo. A gente tinha fechado a escola, mas os alunos disseram “não, a gente paga”. Onde a gente ainda não é sustentável é na área da violência, o trabalho de mediação de conflitos. É mais pesado e não tem como cobrar ainda pelo serviço.

Como você se define, um empresário social?

RCF: Eu não sabia disso, mas há muito tempo eu sou um empreendedor privado com experiência pública. Há 22 anos eu escrevi um livro assim, com este título: “Privado, porém Público”. Essa é a minha vocação. Nunca quis ser político. Desisti de ser político, eu sei até a data, em agosto de 1968, na Tchecoslováquia. A Primavera de Praga, uma invasão de 600 mil homens em uma semana, uma rapidez fenomenal. Eu vi os tanques rodando…

Ideologicamente, como intelec­tual preocupado com o social, você acha que fez mudanças radicais?

RCF: Nos valores, não. Os valores fundamentais da minha adolescência permanecem: o gosto por trabalhar em ambientes de risco, de pobreza, de desafios sociais. Faço isso por prazer, não por caridade. Os valores vêm desse tempo. As ideias é que foram mudando.

Como você projeta o Viva Rio nos próximos anos, uma evolução do que está aí, uma continuação?

RCF: Há muita incerteza nesse caminho que a gente tomou por conta da incerteza política, né? Crescemos como prestadores de serviços, somos dependentes de contratos com o governo. Eu acho que a gente vai continuar nessa linha, acho que a gente sobrevive às incertezas da política. É difícil planejar a longo prazo por conta das oscilações. O país ainda não tem um rumo de política, sobretudo social, que ficou meio desmoralizado, um nicho de aproveitadores. É difícil, mas espero que a gente consiga contrabalançar esse caminho que a gente escolheu, de prestação de serviços em áreas populares, com uma estratégia que tenha mais a ver com a política de mercado, sem fins lucrativos, para equilibrar um pouco essa dependência tão grande do governo.

Sua vida hoje está bem dedicada a isso, não?

RCF: Sempre foi. Quer dizer, sempre foi, não; antes eu estudava. Em certo momento eu abandonei a universidade, fui me dedicar ao trabalho social como empreendedor. Virei empresário social.

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