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20 de novembro de 2017

O petróleo como combustível das ações sociais

O Projeto de Educação Ambiental, conhecido como PEA Observação, é um dos pilares das ações da PetroRio no Campo de Polvo, na Bacia de Campos, Rio de Janeiro, a 105 quilômetros da costa, entre as cidades de Cabo Frio e Arraial do Cabo. Como operadora deste Campo, desde 2014, a empresa produz mais de 8 mil barris de petróleo diários. Os investimentos na área ambiental alcançam cerca de R$ 12 milhões por ano.

Em funcionamento há 10 anos, como uma condicionante do processo de licenciamento do Campo de Polvo, desde a época da sua primeira operadora (a empresa americana Devon), o PEA é composto por observatórios socioambientais que têm como principais objetivos identificar e monitorar os impactos da cadeia produtiva do petróleo nas cidades de Araruama, Arraial do Cabo, Búzios, Cabo Frio, Macaé, Niterói, Rio das Ostras, São Francisco do Itabapoana e São João da Barra.

Cada observatório realiza reuniões periódicas com os moradores para a formação pedagógica e o empoderamento dessas comunidades, sempre com foco na sua participação na gestão ambiental local e, consequentemente, na melhoria da qualidade de vida.

Ao final de cada ano, todos os observatórios se reúnem e apresentam documentários com os principais resultados do trabalho, as demandas locais e seus desdobramentos para o próximo ano. “Assim que começamos a nossa operação, já iniciamos os trabalhos junto com os observatórios, a fim de nos atualizarmos sobre o que vinha sendo feito e para saber da necessidade de cada um deles”, afirmou o gerente do Ativo de Polvo e de SMS da PetroRio, Carlos Leal.

Um dos municípios mais afetados pela cadeia produtiva do setor é Macaé. Conhecida nacionalmente como a capital brasileira do petróleo, a fama atraiu para a cidade durante anos milhares de pessoas em busca de emprego e de uma vida melhor. Mas nem todos conseguiram alcançar esse sonho – muitos por falta de qualificação – e passaram a viver em condições precárias na localidade conhecida como Lagomar, onde moram hoje 55 mil pessoas.

Atualmente, alguns desses moradores estão convivendo com um processo de desapropriação, já aprovado pela Justiça, que exige uma área de amortecimento, o que significa a exigência de uma distância de 500 metros entre a população e a área do Parque Nacional de Jurubatiba. Com o apoio do observatório, os moradores estão recebendo a orientação necessária para resolver a questão junto aos órgãos públicos, já que nem todos querem ir para os apartamentos construídos pela Prefeitura para reencaminhar as 1.100 famílias.

Assim, o foco do monitoramento do Observatório Macaé é a desapropriação e os resultados que virão com essa ação e com o que será feito do espaço onde hoje moram as famílias. Nesse sentido, a intenção dos Observatórios é, além de monitorar, também encaminhar soluções junto aos municípios para transformar a realidade local. “A PetroRio nos auxiliou muito, com informação, ensinamento, esclarecimento sobre o que cada órgão público faz. Isso despertou na gente essa vontade de mudar a nossa realidade e lutar pelo o que a gente acredita e precisa”, afirmou Mônica Silva, dinamizadora do Observatório Macaé.

Outro case de sucesso do trabalho dos observatórios está na comunidade de Quixaba, em São João da Barra, que sofre os impactos do Porto do Açu. Com os vídeos feitos durante o ano, os observadores conseguiram mostrar a situação dos rios da região e dos moradores que vivem da pesca e do artesanato da taboa, em audiência pública, para definição do orçamento municipal. Como resultado, os moradores garantiram recursos para que duas máquinas retirassem a vegetação do rio, o que aumentou a circulação da água, melhorando as condições para a pesca e a extração da taboa, fonte de artesanato para as mulheres da região.

De acordo com Aline Almeida, analista de Socioeconomia da PetroRio, o PEA está dando voz para quem nunca foi ouvido. “Fazemos um grande trabalho de orientação das pessoas que vivem nessas regiões, para que elas assumam a gestão ambiental dos municípios e assim melhorar a sua qualidade de vida, sempre cobrando dos agentes públicos”, afirmou Aline. “Queremos transformar a vida dessas pessoas de alguma forma”, completa.

As comunidades pesqueiras são as mais afetadas pela exploração de óleo e gás na Bacia de Campos. Por conta das restrições de segurança impostas pela Marinha, as embarcações dos pescadores não podem se aproximar da plataforma em um raio de 500 metros. Por isso, como outra condicionante do licenciamento ambiental, conduzido pelo IBAMA, a PetroRio realiza o Projeto de Comunicação Social (PCS) para ser um canal de comunicação com as instituições de pesca locais desde Itapemirim, no Espírito Santo, a Arraial do Cabo, no Rio de Janeiro.

Nas visitas, a empresa faz um trabalho de conscientização a fim de mostrar os riscos que existem das embarcações se aproximarem da plataforma. O PCS traz também, por meio do Caderno de Pesca e do Informativo, informações muito úteis aos pescadores, como épocas de defeso, Tábua de Marés, equipamentos de segurança obrigatórios nos barcos e contatos úteis das comunidades com a empresa.

Segurança para trabalhadores e o meio ambiente

Uma das principais companhias independentes de petróleo do país, a PetroRio ostenta o número recorde de mais de 1.900 dias sem acidentes na plataforma Polvo A, que produz petróleo no campo de Polvo, na Bacia de Campos. O resultado é fruto do planejamento elaborado pela empresa dentro do seu Programa de Gerenciamento de Risco, em que é feita uma análise minuciosa de toda a plataforma. “Para uma indústria que tem um risco inerente à atividade, como é a de óleo e gás, chegar a esse número é um motivo de muito orgulho e mostra que o nosso trabalho de prevenção e treinamento está sendo bem feito”, afirmou Carlos Leal.

Segundo ele, para cada risco existe uma medida mitigadora com o objetivo de reduzir as consequências de um acidente, mas o foco está na prevenção. Uma das medidas executadas diariamente pelas equipes é a verificação dos trabalhos que serão feitos naquele dia, por meio das permissões de trabalho, e assim identificar possíveis riscos.

A gestão do meio ambiente também é um ponto-chave na atuação da PetroRio na Bacia de Campos. Implantado para garantir o menor impacto das operações na região, o Projeto de Monitoramento Ambiental (PMA) consiste no trabalho periódico de avaliação do local, através das análises da água do entorno da plataforma, de amostras do fundo do mar e monitoramento da fauna da região para verificar se houve qualquer alteração, o que não acontece há 10 anos.

Trabalho Sustentável

O Projeto de Controle da Poluição (PCP), criado pela PetroRio a partir de diretrizes do IBAMA, cuida do controle da poluição gerada pelas atividades da empresa no Campo de Polvo e tem como objetivos reduzir os resíduos, reciclar o máximo possível de materiais e minimizar a emissão de poluentes. Hoje, 70,8% dos resíduos são tratados de forma a eliminar a contaminação, 15,5% são enviados para reciclagem, 8,7% para coprocessamento e 4,6% destinados a aterros industriais.

Um dos motivos de orgulho da PetroRio nesse projeto é a reciclagem. Com foco principalmente no reúso de materiais, a PetroRio vem trabalhando na conscientização ambiental em conjunto com os funcionários da plataforma Polvo A, para que os hábitos do dia a dia também sejam levados para a casa de cada um.

Um exemplo simples de reúso são os colchões dos dormitórios, que são trocados a cada ano e que antes eram jogados fora. Hoje, a empresa doa esses colchões para três instituições, já que eles ainda estão em bom estado de conservação. A companhia também destina para uso mais sustentável o óleo de cozinha, eletroeletrônicos e tambores metálicos entre outros.

Parceria com o Instituto Reação

Criado em 2003, pelo judoca e medalhista olímpico Flávio Canto, o Instituto Reação apoia mais de 1.200 crianças e jovens por meio do esporte e da educação. Em julho, a PetroRio entrou no tatame e patrocinou o Instituto com um investimento de R$ 500 mil. A parceria foi anunciada de uma forma criativa: uma luta de judô em cima da plataforma do Campo de Polvo. Para complementar a iniciativa, a empresa passou a dar suporte a cinco jovens atletas.

Além disso, a companhia está desenvolvendo uma série de ações como a aquisição de computadores e outros equipamentos do dia a dia. Uma das propostas da PetroRio é integrar os funcionários com o Reação a partir do voluntariado, e essa ideia já está sendo colocada em prática.

Com três meses de duração, o projeto Big Loss teve início em outubro e tem a meta de reduzir em 5% o percentual de gordura dos 85 colaboradores que se cadastraram, incluindo estagiários e terceirizados. O projeto irá destinar R$ 25 mil em livros escolares para os jovens que praticam judô e outras atividades no Instituto. “Os funcionários compraram a ideia totalmente. Cada colaborador terá três encontros com as nutricionistas do próprio Instituto Reação, onde oferecemos uma nova pesagem e uma dieta elaborada individualmente”, afirmou Giuliana Faria, do setor de Recursos Humanos da PetroRio. Segundo ela, a adesão foi tão grande que alterou o cronograma de pesagem, que passou de três para seis dias. “Queremos fazer a nossa parte e ajudar a encaminhar esses jovens, que não têm muitas oportunidades, para que eles sigam caminhos positivos e tenham um futuro melhor”, concluiu.

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