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16 de julho de 2019

Operadora logística compensa pegada de carbono com plantio de árvores nativas na região da Amazônia

Confiancelog plantou cerca de 9.000 árvores em matas ciliares e ajudou a financiar a plantação de 36 hectares de árvores frutíferas e madeireiras, gerando renda para 29 famílias de assentamentos rurais na região amazônica.

Em 2018, foram produzidos 37 bilhões de toneladas de CO2 (dióxido de carbono) no planeta. É como se cada habitante tivesse emitido cerca de 5.000 kg de gás carbônico no ano. Essa é uma conta simples, que não considera o que é emitido pelas atividades industriais, comerciais e agropecuárias que colocam o Brasil como o sexto maior país no mundo em emissão de gases de efeito estufa (GEE), ficando atrás somente de China, Estados Unidos, Rússia, Índia e Japão.

Os dados do relatório Global Carbon Project, divulgados no final do ano passado pela Organização das Nações Unidas, apontam ainda que o aumento do consumo de carvão mineral, fonte de energia altamente poluente, e o uso de combustíveis fósseis em setores estratégicos, como transporte e indústria, são os principais responsáveis pela alta de 2,7% nas emissões em relação a 2017.

No Brasil, além desses fatores, o desmatamento (46%) e as atividades agropecuárias (24%) e de transporte e energia (21%) são apontados como as principais fontes poluidoras que contribuem para o aquecimento global. Desde que foi estabelecida a Política Nacional de Mudanças Climáticas, em 2009, e assinado o Acordo de Paris, em 2015, governo, iniciativa privada e organizações não governamentais vêm se esforçando para alcançar a meta de reduzir as emissões a 37% em relação a 2005 e colaborar para baixar a temperatura do planeta em 2°C até 2030. Cada um no seu papel.

Desde que aderiu ao programa Carbon Free, em 2008, a operadora logística frigorificada Confiancelog vem compensando os gases de efeito estufa emitidos por suas atividades. Em parceria com a Iniciativa Verde, organização do terceiro setor que busca contribuir para a melhoria dos serviços ambientais como biodiversidade, água e qualidade do ar, a empresa já promoveu o plantio de cerca de 9.000 árvores em matas ciliares e ajudou no financiamento da plantação de 36 hectares de árvores frutíferas e madeireiras na Amazônia, gerando renda para 29 famílias de assentamentos rurais que vivem na região.

Urucum de sistema agroflorestal (cortesia Iniciativa Verde) em área de plantio para compensação de carbono

A cada projeto, a Iniciativa Verde calcula 100% das emissões relacionadas às atividades da empresa e quantas árvores seriam necessárias para compensá-las. Em 2017, por exemplo, as atividades da Confiancelog foram responsáveis pela emissão de 272,7 toneladas de CO2, que estão sendo compensadas com o plantio de 1.416 árvores no assentamento em Altamira.

Segundo Lucas Pereira, diretor da Iniciativa Verde, a parceria com a Confiancelog não se dá apenas no plantio. A operadora logística participa do projeto desde a concepção, incluindo a seleção da área de plantio, até a manutenção da floresta, que envolve também assistência técnica para famílias de Altamira, no Pará. “Todo o trabalho é feito para atuar no sentido de melhorar a produtividade e a sustentabilidade das propriedades”, diz ele. (Veja na tabela abaixo a quantidade de árvores plantadas pela Confiancelog para compensar suas emissões.)

O plantio de árvore não é a única maneira encontrada pela Confiancelog para contribuir com a redução do aquecimento global. “Nossas ações ambientais estão crescendo dentro dos nossos processos e cultura”, diz a diretora da empresa Rosemary Panossian. Começando pela frota, renovada constantemente para lançar menos poluentes no ar. Composta por 40 caminhões, a frota da Confiancelog é movida a biocombustível e ARLA 32 (Agente Redutor Líquido de óxidos de nitrogênio Automotivo), uma solução líquida para veículos com sistema de Redução Catalítica Seletiva (SRC), que reduz as emissões de poluentes provenientes da queima do diesel.

Disposta a diminuir a sua pegada de carbono não apenas nas rotas seguidas pelos caminhões, a empresa extinguiu o uso de copos plásticos no ambiente de trabalho. Também faz a separação de materiais recicláveis e o descarte ecologicamente correto do lixo, além de manter um sistema de captação de água da chuva para reúso.

Segundo Rosemary, a pauta de sustentabilidade é fixa e constante. “Realizamos várias ações com o público interno para comunicar e compartilhar conhecimento”, diz ela. Uma dessas ações foi a idealização de uma cartilha, também em parceria com a Iniciativa Verde, com dicas para levar uma vida sustentável. A empresa quis, com isso, conscientizar seus colaboradores e incentivá-los a disseminar essas dicas entre seus familiares e conhecidos. “Se parte deles for impactada e disseminar uma intenção positiva, aumentamos a capilaridade de nossas ações sustentáveis”, afirma a diretora.

Clique na imagem para ler o conteúdo de uma das páginas da cartilha

A Confiancelog defende, desde a sua fundação, há 13 anos, que a sustentabilidade deveria fazer parte da cultura de qualquer empresa, pois questões socioambientais são importantes “desde sempre”.

Agroflorestas

Desenvolvido pela Iniciativa Verde, o programa Carbon Free faz a compensação das emissões de gases de efeito estufa decorrentes de qualquer atividade humana por meio da recomposição da Mata Atlântica. A entidade faz o plantio de árvores nativas em áreas de preservação. Quem participa recebe o selo Carbon Free e um certificado com o número de árvores plantadas e a quantidade de gases de efeito estufa compensada.

Além de ajudar na conservação da biodiversidade brasileira – uma vez que a floresta fornece alimento e proteção aos animais – e promover a conservação de recursos naturais, como água, solo e clima, o Carbon Free exerce um papel fundamental na geração de renda no campo. Os agricultores são remunerados pela execução dos projetos de plantio.

Equipe da Iniciativa Verde em área de plantio de compensação de carbono (da esq. para a dir.): Ivan dos Santos, agricultor; Ana Beatriz Tukada, engenheira florestal; Jéssica Campanha, gestora ambiental; e Denise do Nascimento, coordenadora técnica do Instituto de Pesquisa Ambiental na Amazônia

Podem participar do programa tanto pessoas jurídicas quanto físicas. No site da iniciativa há uma calculadora que mostra quanto de carbono emitimos com atividades diárias como consumo de energia elétrica, viagens aéreas, uso de transporte público e individual, alimentação, consumo e geração de lixo.

Uma família de duas pessoas, com consumo de energia mensal de R$ 180, por exemplo, uso de transporte público e individual, refeições equilibradas e hábitos de consumo saudáveis, emite por mês 0,99 tonelada de CO2. Para compensar essa pegada, precisaria plantar sete árvores por ano.

Há uma polêmica acerca do plantio de árvores como forma de compensação da emissão de GEE. Como o sequestro de carbono só ocorre quando a árvore atinge a idade adulta, pode levar até 20 anos para que a compensação comece a ser feita. Apesar disso, a compensação de emissão é o caminho natural de qualquer empresa ou governo engajado na luta contra o aquecimento global, o principal desafio ambiental da história da humanidade.

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