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Jovens de Betim participam de musical que comemora 15 anos do projeto social Árvore da Vida

5 de novembro de 2019

Projeto da FCA dá nova perspectiva de futuro a jovens em situação de vulnerabilidade social

Criado para  estabelecer um diálogo com a comunidade do entorno da fábrica da Fiat no bairro do Jardim Teresópolis, em Betim, o Árvore da Vida vem transformando o futuro de crianças e adolescentes por meio de oficinas socioeducativas e de formação pessoal. O projeto diminuiu a evasão escolar, aumentou a renda familiar dos participantes e estimulou o empreendedorismo social, além de ter provocado mudanças positivas na comunidade. Ele é apenas uma das várias iniciativas de responsabilidade socioambiental da Fiat Chrysler Automóveis no Brasil. 

No último dia 24, o estudante do oitavo ano do Ensino Fundamental Diego Oliveira, de 14 anos, estava radiante. Ele e outros 46 alunos de escolas públicas de Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (MG), tinham acabado de se apresentar no espetáculo “Por isso que eu canto”, em comemoração aos 15 anos do projeto social Árvore da Vida, criado pela Fiat Chrysler Automóveis (FCA) para promover crescimento social, cultural e econômico ao encorajar a independência e o empoderamento dos moradores locais. O musical, realizado em parceria com o grupo Ponto de Partida, trouxe no repertório canções que contavam a trajetória dos jovens da comunidade do Jardim Teresópolis, onde, desde 1976, está instalada a fábrica da Fiat Brasil, um complexo industrial que ocupa uma área de 2.250.000 m2.

Betim está listado entre os dez municípios mais violentos de Minas Gerais, de acordo com o Atlas da Violência do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), e o Jardim Teresópolis, entre os bairros com as taxas de criminalidade mais altas da Região Metropolitana de Beagá. A renda familiar média é de 1 salário mínimo, e, não raro, as famílias perdem seus jovens para o tráfico de drogas. Quando o projeto Árvore da Vida foi criado, o intuito da Fiat era estabelecer um diálogo com a comunidade do entorno da fábrica, reduzindo seu impacto social e ambiental. “Ao longo desses anos, a gente viu que a abertura de diálogo é rica não apenas para a comunidade, mas também para a empresa, que passa a conhecer melhor as questões daquela sociedade”, diz Luciana Costa, coordenadora de Sustentabilidade da FCA para a América Latina.

No início do projeto, a Fiat oferecia oficinas de canto, percussão e teatro e atividades esportivas, com o objetivo principal de tirar o jovem da rua no contraturno escolar. Ao mesmo tempo em que os apresentava às artes, o projeto também tinha aulas de formação humana, em que dava aos alunos uma nova perspectiva de vida, de futuro. “Antes eu ficava em casa depois da escola, sem fazer nada”, lembra Diego. “Eu era muito tímido e inseguro, mas o Árvore me deu mais alegria e me mostrou que a música pode transformar a vida para melhor”. No projeto, Diego tem aulas diárias de violão e de formação humana. “Aqui eu aprendi a lidar com as coisas do dia a dia, com as minha realidade, com as minhas dificuldades, a me comportar no trabalho e o que fazer do meu futuro. Eu quero ser músico”, afirma ele. Seus pais, Eva e Nacimar, que viram Diego cantar e dançar pela primeira vez no espetáculo, dizem que o filho ficou mais expansivo. “Para a gente foi muito bom ele entrar para esse projeto, pois moramos em um bairro com muita criminalidade, e o Árvore tirou os meninos da rua”.

Pedro Henrique Ferreira da Cruz, de 19 anos, era outro que estava exultante depois da apresentação no Cine Theatro Brasil, no centro de Belo Horizonte. Hoje monitor no Árvore da Vida, Pedro conheceu o projeto aos 10 anos de idade, quando começou a acompanhar o irmão dois anos mais velho nas aulas de percussão. De ouvinte, passou a participante e lá ficou durante cinco anos. Voltou quando foi chamado para ser monitor, aos 17. “É uma experiência fantástica, pois são duas realidades diferentes: uma é você ser aluno e outra, monitor”, afirma. “Quando eu era aluno, eu só estudava música. Como monitor, surgiram outras reponsabilidades que me ajudaram a crescer”. Pedro conta que, com as aulas de percussão e com o pessoal de formação humana, aprendeu como participar de uma entrevista de emprego, ter menos vergonha de falar e se apresentar em público.  “O fato de eu ter uma história, me ajuda muito com meus alunos. Eles me respeitam, admiram a minha trajetória, e querem ser iguais a mim. E eu falo: vocês têm que estudar e se dedicar”. A mãe, Dilma, acredita que, se seus filhos não tivessem participado do Árvore da Vida, a trajetória deles teria sido muito diferente.

No vídeo abaixo é possível ver alguns trechos do musical do coral do Instituto Árvore da Vida:

O Árvore da Vida não tirou apenas os jovens das ruas. Também provocou mudanças significativas no Teresópolis, porque um dos objetivos do projeto era o fortalecimento da comunidade. O galpão ocupado pelo projeto se tornou um espaço de difusão cultural e de desenvolvimento comunitário. “No início, a gente viu que precisava empoderar as pessoas do bairro e que elas precisariam se envolver na agenda do Árvore e da  comunidade”, lembra Luciana Costa. “E eles assumiram esse papel de ir na prefeitura pedir –  e conseguir – um serviço público”.

No início do projeto, os moradores envolvidos, com a ajuda da equipe contratada pela FCA, criaram o fórum Rede de Desenvolvimento do Teresópolis, em que participam a sociedade civil organizada, discutindo como eles poderiam atuar para melhorar a comunidade. A rede fez um mapeamento do que o bairro precisava, se dividiu em grupos de trabalho e foi atrás da administração pública para resolver os problemas mais urgentes. Conseguiram, de forma autônoma, um posto de saúde, o aumento da cobertura de ônibus para a região, um posto de atendimento bancário da Caixa em lotéricas e mais policiamento.

Criança na escola

Nesses 15 anos, mais de 22.400 moradores da região do Jardim Teresópolis foram beneficiados pelo Árvore da Vida, com atividades socioeducativas, capacitação profissional e apoio ao empreendedorismo social. O salto obtido no índice de aprovação escolar de alunos que participam do projeto é um dos indicadores do sucesso da iniciativa. Em 2004, quando o Árvore começou, o índice de aprovação era de 71%. No ano passado chegou a 96%. O projeto também diminuiu a evasão escolar. Em 2004, 84% dos alunos do projeto frequentavam a escola regular. Em 2018, esse percentual atingiu 100%. Além disso, os adolescentes que participam ou participaram do Árvore da Vida têm 3,6 vezes mais chance de continuar a estudar e uma probabilidade 4,8 vezes maior de concluir o ensino superior. Esse desempenho teve reflexos na renda das famílias. Uma pesquisa realizada pela FCA em 2016 apontou que a renda média das famílias cujos jovens participaram do projeto era de R$ 1.800, enquanto nas dos demais moradores do Jardim Teresópolis girava em torno de R$ 1.000.

Integrantes do Árvore da Vida participam de uma das oficinas de arte do projeto

Mesmo com esses ótimos resultados, Luciana observa que o grande benefício do projeto é seu poder transformador. “Muitos dos meninos que participam nunca tinham saído do bairro, não conheciam outra realidade, e o Árvore apresenta a eles um novo mundo, uma visão de futuro, de longo prazo, na qual eles são os protagonistas”. Em 2019, 680 adolescentes de 11 a 16 anos participam das oficinas de violão, percussão, canto coral e formação humana, ministradas por oito formadores das áreas de Música e Psicologia.

Aos poucos, o Árvore da Vida foi ganhando vida e importância nas mãos dos próprios moradores. Em 2018, um dos objetivos mais desafiadores do programa foi alcançado: ele se tornou uma instituição sem fins lucrativos, composta e gerida por membros da comunidade e pessoas que participaram de sua trajetória. Por meio do agora Instituto Árvore da Vida, a comunidade vai assumir a liderança, tomar todas as decisões relevantes e definir suas próprias parcerias com órgãos governamentais e com outras empresas, além da FCA. Atualmente em fase de transição para essa trajetória independente, o Instituto vai continuar tendo o apoio financeiro e de voluntários da FCA. “Promover o desenvolvimento socioeconômico e cultural da região sempre fez parte do nosso objetivo e, mais do que investimento em educação, é um investimento nas pessoas”, diz Fernão Silveira, diretor de Comunicação Corporativa e Sustentabilidade da FCA para a América Latina.

Bolsas, mochilas, nécessaires feitas com aparas de cinto de segurança e tecido automotivo na Cooperárvore

O projeto também gerou renda para as famílias da comunidade. Além de promover cursos de capacitação para adultos e jovens com o objetivo de inseri-los no mercado de trabalho, durante dez anos, o Árvore funcionou como incubadora de uma cooperativa social que transforma aparas de cinto de segurança e tecido automotivo doados pela planta da FCA de Betim em itens de moda como bolsas, mochilas, nécessaires e brindes corporativos. A Cooperárvore nasceu como uma oficina de corte e costura para mulheres, e há três anos se transformou em uma organização autônoma. No começo da cooperativa, a FCA arcou com os custos de designer, gestor e cursos administrativo-financeiros. Hoje, é um de seus principais clientes. Desde a sua criação, em 2006, a Cooperárvore fabricou mais de 270 mil produtos com 38 toneladas de material automotivo. Além do impacto positivo na qualidade de vida das 70 donas de casa envolvidas, o programa ilustra os benefícios da economia circular, dando um novo destino a um material que seria descartado pela FCA.

Educação de qualidade

A cerca de 2.100 km de Betim, no município de Goiana, em Pernambuco, a FCA foca seus esforços de empoderamento da comunidade em programas voltados para a educação de qualidade – sua principal plataforma de atuação social. Goiana abriga o Polo Automotivo Jeep (PAJ), considerado um exemplo mundial em sustentabilidade e um dos mais eficientes do mundo, com a produção de 45 carros por hora. O complexo abriga um parque de fornecedores com 16 empresas, e o índice de nacionalização de componentes é de mais de 70%, quando o padrão é 35%. A fábrica, que entrou em operação em 2015, gera mais de 10 mil empregos diretos e indiretos, dando oportunidades para trabalhadores locais e investindo em futuros talentos, parcerias com universidades, ações sociais e a valorização da cultura local.

Por meio de parcerias, a Jeep, também do grupo FCA, conduz na região três projetos educacionais: o Rota do Saber, voltado para a formação continuada de professores, o Vozes Daqui, direcionado aos alunos de escolas públicas, e o e.Do, voltado para o desenvolvimento de habilidades STEM (sigla em inglês para ciência, tecnologia, engenharia e matemática) em alunos do Ensino Fundamental.

Com foco na formação de professores e gestores pedagógicos, Rota do Saber está transformando a realidade de quatro municípios da Mata Norte de Pernambuco (Goiana, Igarassu, Paulista e Itambé) e dois do sul da Paraíba (Alhandra e Caaporã), no perímetro do PAJ. O programa, que usa a metodologia Qualiscola e foi desenvolvido em parceira com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES), com a Magnetti Marelli, o Instituto Qualidade de Ensino (IQE) e os municípios envolvidos, tem reflexo direto nos resultados da qualidade do processo de ensino-aprendizagem da educação básica. Ele tem um ciclo de três anos e usa como indicador de acompanhamento o Índice de Desenvolvimento do Ensino Básico (Ideb). O ciclo para a formação dos professores é montado de acordo com as deficiências apontadas na avaliação semestral dos alunos, e o objetivo é concentrar os esforços para que os alunos consigam atingir a proficência em português e matemática.

Alunos de escola municipal de Paulista, em Pernambuco, participam do projeto Rota do Saber

Para ser implantado, o programa pede o comprometimento do poder público para dar continuidade ao projeto após o fim do ciclo. Pela metodologia, cabe à prefeitura destacar duas equipes para participar do programa: uma de gestão e outra de professores formadores, que ao fim do ciclo se encarregarão de passar o conhecimento ao fim dos mandatos dos prefeitos; as equipes designadas devem ser concursadas. Dessa forma, professor-formador continua a qualificar os colegas e engajar os pais no papel de coeducadores dos filhos, enquanto  o pefeito tem uma equipe superqualificada sem custos extras. Além da qualificação dos docentes, o programa também capacita os diretores de ensino em gestão escolar.

Em Igarassu (PE), o programa já está sendo seguido desde 2014 pela escola municipal de Ensino Fundamental II Cecília Maria. Lá, os alunos vinham acumulando deficiências ao longo dos anos, e a escola costumava ter a pior nota do Ideb – 1,9 (numa escala de 1 a 10). Em 2017, um ano após o término do ciclo de três anos, a nota do Ideb tinha saltado para 4,6 – um aumento de 142%. Com esse desempenho, o Ideb do município subiu 46% (de 3,9 para 4,6). “Esse programa tem um potencial de impacto na educação formal muito relevante”, comenta Luciana. “Nós o levamos a municípios em que os professores não passavam por capacitações ou atualizações havia mais de 20 anos. Do ponto de vista do poder público e da educação, as escolas desses municípios estavam praticamente abandonadas, e por mais que os prefeitos tivessem boa vontade, a metodologia não chegava lá”.

Para a FCA, o papel das empresas comprometidas com a sustentabilidade é promover essa aceleração, oferecendo metodologia e recursos para professores e escolas e ferramentas para as prefeituras promoverem educação de qualidade. Com o sucesso no Nordeste, no ano passado o Rota do Saber foi expandido para Betim, ampliando em 30 mil estudantes, 1.000 professores e 69 escolas o número de beneficiados pelo programa. De 2015 para cá, o Rota do Saber envolveu, ao todo, 250 escolas, 60 mil alunos e 2.100 educadores. Mais de 1,3 milhão de euros foram investidos no projeto.

Aluno empoderado

Lançado em agosto no município de Goiana (PE), o projeto Vozes Daqui tem por objetivo fortalecer o protagonismo do aluno dentro da escola e melhorar o relacionamento dele com a comunidade onde vive por meio de um maior envolvimento sociocultural. Em outras palavras, o Vozes quer dar voz e oportunidades a jovens de escolas municipais para que se tornem mais ativos no ambiente escolar e se aproximem mais da rica cultura local. Desenvolvido pela Jeep em parceria com o Banco do Brasil e a organização não governamental de origem italiana AVSI Brasil, o projeto recebeu investimento de R$ 1,5 milhão e está sendo implantado em nove escolas, beneficiando 450 alunos do Ensino Fundamental II, 25 professores e gestores escolares e 40 lideranças comunitárias. O Vozes Daqui tem um ciclo de 3 anos, em que são oferecidos aos alunos oficinas de educomunicação. Depois de um ciclo de 9 meses, a FCA pretende financiar um projeto de intervenção na escola (biblioteca, laboratório, quadra etc) desenvolvido pelos alunos. “Essa etapa é muito importante para gerar o pertencimento e concretizar a mobilização”, observa a coordenadora de sustentabilidade da FCA Luciana Costa.

No ano passado, a FCA investiu mundialmente 24 milhões de euros em programas e projetos que beneficiam as comunidades do entorno de suas plantas. A maior parte desse montante foi destinada a programas de desenvolvimento comunitário (56%), como o Árvore da Vida e a Cooperárvore, e a iniciativas relacionadas à educação (35%), como o Vozes Daqui, o Rota do Saber e o E.du. A empresa espera, com isso, focar na educação de qualidade e no desenvolvimento da força de trabalho do amanhã.

Para promover oportunidades educacionais e, por consequência, empregabilidade, a FCA faz parcerias com organizações acadêmicas e sem fins lucrativos em todo o mundo. Essas parcerias incluem programas para orientar os jovens, incentivá-los a permanecer na escola e ajudá-los a desenvolver habilidades técnicas e de vida necessárias para ter sucesso. Muitas de iniciativas da empresa visam a desenvolver e expandir habilidades STEM, pois espera-se que a demanda por profissionais qualificados continue a crescer em toda a indústria automotiva.

Na linha da educação STEM, a FCA acaba de criar o e.DO Learning Center. Desenvolvido pela Jeep em parceria com a Comau, empresa do Grupo FCA que atua no setor de automação industrial, o projeto adaptou para a sala de aula um robô de seis eixos, com movimentação muito parecida com a da mão humana. O robô vai ser usado em salas de aula do Ensino Fundamental, para que os alunos aprendam matemática e português com uma ferramenta lúdica e sejam introduzidos a linguagens de programação aplicadas à ciência e à tecnologia. Em outubro, o projeto acabou a fase de capacitação de professores e deve entrar em sala de aula até a segunda semana de novembro. O kit com o braço robótico fica na sede do SESI, mas vai rodar pelas escolas públicas do município, atingindo 7.500 alunos.

Impacto ambiental

Investir em educação é uma escolha estratégica da FCA e faz parte do compromisso global de sustentabilidade da empresa. Assim como manter iniciativas que reduzam o impacto ambiental de suas atividades. Somente no ano passado, a FCA implementou cerca de 5.000 projetos ambientais em plantas do mundo todo para reduzir a pegada de carbono por veículo produzido em 27% sobre 2010 e reduzir o geração de resíduos por veículo produzido em 62% também sobre 2010.

Viveiro de mudas nativas da Mata Atlântica: 240 mil mudas até 2024 para recuperar fauna e flora local

A Jeep é a primeira planta da FCA a obter a certificação como Carbono Neutro, e a primeira empresa do Nordeste a ser Aterro Zero. Isso quer dizer que a empresa compensa 100% do CO2 que emite e envia para reciclagem e reutilização 100% dos resíduos gerados. O complexo automotivo financia, participa, apoia ou desenvolve vários projetos sustentáveis. Dentro do Programa de Biodiversidade, a Jeep mantém parceira com o Projeto Tamar para proteção das tartarugas marinhas, espécies ameaçadas de extinção. O apoio também fortalece as ações que a marca já realiza para a conservação e recuperação da Mata Atlântica, fundamental para a manutenção dos ecossistemas marinhos.

O Polo Automotivo Jeep foi construído em região de antigos canaviais, que haviam tomado o lugar da Mata Atlântica nativa. Quando estava levantando o complexo, a FCA fez um trabalho para tentar entender como era a fauna e a flora nativas. Em parceria com a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), catalogou as espécies de Mata Atlântica local e foi atrás de mudas para replantio e formou o maior viveiro de mudas de Mata Atlântica do Nordeste. Em quatro anos, o programa já plantou 100 mil mudas de 289 espécies diferentes para recuperar uma área de 304 hectares de área verde e criar corredores ecológicos que conectem os remanescentes da mata. Aos poucos, espécies nativas da fauna, como jaguatiricas e onças do mato, estão voltando para a região. A meta é plantar 240 mil mudas até 2024.

Estudantes de Goiana, em Pernambuco, participam de curso de educação ambiental no Polo Automotivo Jeep

Desde 2015, quando a fábrica da Jeep entrou em operação, mais de 2.000 alunos do 5º ano do Ensino Fundamental das escolas públicas de Goiana já participaram do Programa de Educação Ambiental da Jeep (PEA). Integrado ao Programa de Biodiversidade, o PEA tem por objetivo incorporar a educação ambiental à rotina escolar, por meio de atividades práticas. O PEA usa o Índice de Desempenho Socioambiental de Escolas (Idese) para identificar o grau de maturidade da instituição de ensino como espaço educador sustentável. A partir desse resultado, desenvolve uma cartilha com sugestões de projetos e atividades a serem desenvolvidos em sala de aula. Os alunos também são levados para visitar a planta da Jeep para conhecer os processos de produção e outros projetos de preservação do meio ambiente, como:

Aterro Zero: Para zerar o envio de resíduos para aterros sanitários, o Polo Automotivo Jeep adotou a hierarquia dos 5Rs: (Reduzir, Reciclar, Reutilizar, Recuperar e Reintegrar). Todos os resíduos gerados vão para a Ilha Ecológica, uma área de 3.000 m2 onde ocorre a separação e o reaproveitamento – ou no próprio processo produtivo ou pelas cooperativas de reciclagem com as quais a empresa mantém parceria. Com o projeto aterro Zero, nada se perde, tudo se transforma. Até mesmo isopor, um material plástico reciclável, mas que costuma ser ignorado pelos recicladores. Na Ilha Ecológica, o isopor transforma-se em peças de plástico 50 vezes menor que a original para serem enviadas para uma empresa de reciclagem. O projeto Aterro Zero impulsionou, no entorno do Polo, o desenvolvimento da cadeia da reciclagem e criou oportunidades de novos negócios.

Gestão Hídrica: O projeto do Polo Automotivo Jeep foi concebido para ter um dos mais modernos sistemas de tratamento de efluentes e reúso de água do país, de modo a possibilitar a fabricação de carros sem o uso de água potável.  O índice de recírculo está entre os maiores do Brasil: 99,4%. Em um mês, cerca de 28 mil m³ de água (equivalente a oito piscinas olímpicas) deixam de ser captados da rede pública de abastecimento. A gestão hídrica inclui ações de engajamento dos funcionários na redução do consumo de água.

Carbono neutro: O Polo Jeep desenvolveu processos para reduzir e neutralizar emissões de gases de efeito estufa que aliam tecnologia a medidas de eficiência energética. O sistema de pintura inteligente, por exemplo, diminui o uso de água e reduz as emissões de gases na atmosfera. Toda a energia consumida no complexo vem de fontes renováveis.
As emissões que não são possíveis de ser eliminadas são compensadas com investimento proporcional em projetos de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), geradores de crédito de carbono, cadastrados na ONU ou com projetos como o da recuperação da mata nativa.

A dependência de matérias-primas para peças cria demanda de recursos naturais, por isso a FCA adota o conceito de economia circular para reduzir a pegada ambiental de seus produtos ao longo de seu ciclo de vida e integra materiais compatíveis com o meio ambiente e opções de design que maximizam a recuperação e a reciclagem de veículos em fim de vida. Para proporcionar uma segunda vida útil às peças usadas nos veículos da FCA, a companhia desenvolveu linhas de produtos específicas para peças remanufaturadas. Essas peças atendem às necessidades de pós-venda dos clientes, reduzindo simultaneamente o custo de propriedade do veículo e diminuindo o volume de materiais recuperáveis ​​direcionados para aterros sanitários. As linhas de produtos remanufaturados da FCA incluem compressores de ar condicionado, alternadores, módulos de controle eletrônico, direção e suspensões.

Comparado a 2010, os resultados de 2018 da gestão ambiental do grupo surpreendem: o consumo de água caiu 38%; o envio de resíduos para aterros foi 62% menor; a empresa emitiu menos 27% de CO2; e todas as plantas receberam o certificado ISO 14001, que atesta que a empresa controla seus impactos no meio ambiente e desenvolve práticas sustentáveis atreladas à suas atividades e produtos. “É vital para o futuro do negócio de qualquer empresa fazer gestão ambiental”, diz Luciana. “No setor automotivo, ela gera maior eficiência produtiva e econômica, ao mesmo tempo em que atende aos anseios de um consumidor cada vez mais exigente e preocupado com a preservação dos recursos naturais.”

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