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12 de maio de 2019

Um porto seguro para a comunidade

As ações de responsabilidade social da Ferroport no Norte fluminense, empresa do ramo de logística, são emblemáticas de como uma empresa pode estar integrada à comunidade onde atua. Desde 2014, quando começou a operar, o terminal portuário de minério de ferro no porto do Açú, em São João da Barra – com nove terminais offshore e onshore, numa área total de 130 km2 – vem impactando positivamente a vida dos moradores nos munícipios de São João da Barra, Campos e São Francisco do itabapoana.

Não poderia ser de outro modo. Além de gerar empregos e divisas para o estado, a Ferroport trabalha com um leque de ações sociais que começa com diálogo permanente com as comunidades locais e estende-se para programas de geração de emprego e renda e educação ambiental.

Para impulsionar o desenvolvimento econômico e social da região Norte Fluminense do Rio de Janeiro – de modo direto em São João da Barra e de modo indireto em Campos e São Francisco do Itabapoana – a Ferroport fomenta cursos de capacitação, oficinas e uma série de práticas que favorecem a diversificação de renda e a melhoria da qualidade de vida na cidade. “O mais importante é o relacionamento transparente e ético com a comunidade. Entendemos que a empresa constrói junto com a comunidade e junto com o poder público”, explica Nívia Fernanda de Carvalho, analista de responsabilidade social da Ferroport.

Uma destas construções são as oficinas de Geração de Renda, que ocorre por meio de parceria com a Consultoria em Arte e Cultura e com a Prefeitura de São João da Barra, no Centro Cultural Narcisa Amália, na Colônia de Pescadores Z-02 e nos CRAS (Centro de Referência da
Assistência Social).

Os participantes das oficinas de Geração de Renda entram em contato com técnicas e formas de empreendedorismo, empregando as habilidades na confecção e criação de peças de artesanato. Com foco na sustentabilidade, as ações se baseiam no princípio dos 5Rs (reduzir, repensar, reaproveitar, reciclar e recusar a consumir produtos que gerem impactos socioambientais significativos). As peças são fruto do reaproveitamento de materiais, como filtros de café usados, que se transformam em itens de decoração, e o preparo de sabão a partir de reutilização de óleo vegetal. “A proposta é lançar um novo olhar sobre o que seria descartado e também incentivar a redução do consumo”, explica Nívia.

Dar um novo destino a materiais que iriam para o lixo é também o resultado da parceria da Ferroport com a Costurarte – a Cooperativa de Costureiras de Cajueiro. Por meio da iniciativa, as costureiras reciclam uniformes dos funcionários da empresa. Os tecidos que seriam descartados se transformam em bolsas para laptop, aventais, sacolas ecológicas, entre outros itens.

As ações junto à Ferroport levaram as costureiras a refletir sobre melhorias em seu espaço e relações interpessoais e, ainda, a despertar o olhar empreendedor, ressaltando a importância do planejamento financeiro individual e coletivo. Com o novo olhar, surgiram algumas iniciativas antes impensadas. Os uniformes de empregados desligados da empresa, antes descartados, agora são reciclados e utilizados pelos novos colaboradores.

Esses e outros itens são oferecidos na Feira da Comunidade Vila da Terra e são bem recebidos pelos funcionários da empresa, que também têm a oportunidade de comprar, além de itens reciclados, alimentos sem agrotóxicos. A maior parte dos artigos da Feira da Comunidade Vila da Terra são alimentos produzidos por um grupo de famílias da Fazenda Palacete. Os agricultores locais também participam do programa Vila da Terra – um reassentamento rural onde conseguem acréscimo em sua renda por meio da venda da produção agrícola.

Evitar desperdícios também é palavra de ordem em São João da Barra na hora de cozinhar. Um grupo de 96 pessoas, composto de merendeiras e moradores da região, participou do curso de educação alimentar do Programa SESI Cozinha Brasil, executado em parceria com a Ferroport, e recebeu brindes da empresa e cartilhas do programa SESI Cozinha Brasil/RJ e certificados.

As aulas englobaram formação de hábito alimentar e boas práticas. Entre os tópicos de maior relevância estavam rotulagem e classificação, práticas culinárias sustentáveis, aproveitamento integral, higiene e conservação e diminuição de desperdícios. Os participantes também recebem aventais produzidos com uniformes reciclados da Ferroport.

No escopo da sustentabilidade, a empresa de infraestrutura e logística também se debruça sobre jovens e adolescentes. Com foco na promoção de Orientação Vocacional, a corporação realiza palestras, com apoio de instituições de ensino. Em setembro do ano passado, a parceria foi com o Instituto Federal Fluminense São João da Barra, que contemplou estudantes da Escola Chrisanto Souza, localizada no Açu.

Ainda com a finalidade de colaborar com o aprimoramento dos serviços e na formação dos moradores de São João da Barra, a Ferroport, em parceria com o SESI e o SENAI, oferece cursos de capacitação profissional. A qualificação da mão de obra ocorre em áreas de crescente demanda por conta das ações da empresa, como Segurança em Instalações e Serviços de Eletricidade e Motor a Diesel. Como há expressiva oferta na área de serviços, estão sendo oferecidos cursos na área de Confeitaria, com o propósito de qualificar e aperfeiçoar o trabalho de profissionais que já atuam no ramo. “Os alunos aprenderam novas técnicas de confeitaria, além de estratégias para a inserção no mercado de trabalho”, acrescenta Nívia. Somente no ano passado, mais de 2 mil pessoas estiveram envolvidas nos cursos de capacitação, oficinas e em grupos de diálogo.

“Construímos um bom relacionamento com os moradores de São João da Barra”, informa a analista de responsabilidade social da Ferroport. Tal entrosamento com a população foi reconhecido pela Câmara de Vereadores de São João da Barra, que concedeu à corporação uma Moção de Aplausos, na qual a empresa é parabenizada por desenvolver programas de geração de trabalho e renda, além de resgate cultural sanjoanense. Houve, ainda, a homenagem por parte da Prefeitura de São João da Barra, que agraciou a Ferroport com o Diploma de Honra ao Mérito, por conta das mais de mil pessoas capacitadas em cursos de diversas áreas, como a industrial e a alimentícia.

A responsabilidade socioambiental é item de primeira hora da Ferroport. Não basta ter cuidado na execução das operações, mas também de contribuir para a melhoria da qualidade de vida das comunidades da região, assegurando a conservação do meio ambiente.

A empresa colabora com o Instituto Estadual do Ambiente (INEA) no desenvolvimento de indicadores que garantam o reestabelecimento das funções ecológicas das áreas recuperadas. Para isso, a Ferroport assumiu o compromisso de recuperar aproximadamente 2.000 hectares de Mata Atlântica, plantando mais de três milhões de mudas em três ecossistemas distintos até 2025.

Desde 2013, a Ferroport já recuperou 1.220 hectares de florestas, com cerca de 1.919.000 mudas plantadas, gerando mais de 120 empregos diretos. Um dos projetos de sucesso nesse setor é o reflorestamento da Estação Estadual Ecológica de Guaxindiba, localizado no Município de São Francisco de Itabapoana.

As atividades do Programa de Recomposição Florestal na Estação Ecológica Estadual de Guaxindiba (EEEG) realizadas pela Ferroport começaram em fevereiro de 2015 e irão até 2023. Já foram recuperados 260 dos 535 hectares previstos. No ano passado, no dia 22 de setembro, Dia da Árvore, a Ferroport enviou um grupo de colaboradores e seus familiares para conhecer essa unidade de conservação e também o projeto de reflorestamento.

A empresa desenvolve, ainda, projetos de reflorestamento em outros seis locais no estado do Rio de Janeiro: RPPN Fazenda Caruara, Parque Estadual do Desengano (já encerrado), Bacia do Rio Guandu, Bacia de Rio das Flores, Pedreira de Itaoca e Parque Estadual da Lagoa do Açu (a realizar), distribuídos nos ecossistemas de Floresta Ombrófila Densa, na Mata Estacional Semidecidual e na Restinga.

As atividades voltadas para educação socioambiental da Ferro­port alcançam, também, o Movimento Escoteiro, presente no Brasil há 108 anos. Atuantes em todas as unidades da federação, os escoteiros, em 2017, somavam um contingente de 102.976 integrantes, distribuídos em 1.497 grupos, dos quais 108 se encontram no estado do Rio de Janeiro, e dois deles estão sediados em

São João da Barra.

Com o patrocínio da Ferroport, em 2015, foi fundado em São João da Barra o 1290 Grupo de Escoteiros do Mar São João da Barra, localizado atualmente no espaço Ciência em Atafona. Um ano depois, alguns adultos do 1290 GEMAR saíram para fundar o outro grupo (1500 GEMAR).

O 1290 GEMAR já realizou ou participou de diversos eventos em que essa missão é aplicada, fazendo com que os jovens desenvolvam seus valores físicos, intelec­tuais, sociais, espirituais, culturais e afetivos. Os jovens fazem mutirões de ações de cunho ambiental − como limpeza de praias e trilhas e palestras em escolas sobre educação ambiental − e também ações de viés comunitário, como pintura de praças e visitas a abrigos de idosos. São aproximadamente 50 jovens envolvidos. “Trabalhamos com eles os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, de acordo com o que é estabelecido pela ONU”, observa Nívia Fernanda de Carvalho.

Do mar para a terra

A Ferroport, que atua no setor de infraestrutura e logística, é uma joint-venture entre a mineradora sul-africana Anglo American e a Prumo Logística. Desde 2014 a empresa é responsável pela operação do terminal portuário de minério de ferro do porto do Açu, em São João da Barra, onde está sediada. No campo da Responsabilidade Social a atuação da empresa baseia-se na geração de trabalho e renda, resgate cultural, diálogo e fortalecimento institucional e comunitário. A corporação também mantém escritório de apoio na cidade do Rio de Janeiro.

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