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Empresas e terceiro setor se unem no combate à pandemia do novo coronavírus

Empresas e terceiro setor se unem no combate à pandemia do novo coronavírus

7 de maio de 2020

Crise sanitária põe à prova programas de sustentabilidade das empresas

A ajuda financeira da iniciativa privada tem sido fundamental para reduzir os impactos da Covid-19 na saúde pública e na sociedade, mas a pergunta que especialistas estão fazendo é qual será o futuro da gestão sustentável quando a pandemia acabar, uma vez que as empresas voltarão seu foco para salvar o próprio negócio.

Por Gisele Ribeiro

Iniciativas do setor privado têm sido fundamentais para ajudar a minimizar os impactos da Covid-19 no Brasil, mas com um movimento de austeridade global em curso, provocado pela crise econômica pós-pandemia, especialistas começam a discutir o futuro da gestão para a sustentabilidade e dos programas de responsabilidade social corporativa (RSC) e das ações criadas pelas empresas para reduzir os impactos socioambientais negativos de seu negócio.

Na última década, os RSC se tornaram um agregador das iniciativas das companhias para integrar questões ambientais, sociais e de governança em seus negócios. Até agora, eles têm sido uma mistura de filantropia, engajamento de colaboradores, programas de energia renovável e relações com investidores, e muitas empresas falam nesses relatórios sobre ter um objetivo social e um conjunto de valores, ou sobre o quanto elas cuidam de seus funcionários e de outras partes interessadas. Agora é a hora de cumprirem esse compromisso.

Iniciativa privada se voltou para a filantropia para ajudar a conter a pandemia (Getty Images)
Iniciativa privada se voltou para a filantropia para ajudar a conter a pandemia (Getty Images)

A pressão que a pandemia está colocando sobre indústrias e investidores servirá para separar o joio do trigo, garantindo que a RSC está realmente conectada à entrega de valor. Portanto, a forma como as companhias responderem a essa crise será lembrada por décadas: o que as empresas estão fazendo por seus funcionários, pelo pequeno negócio que integra sua cadeia produtiva, pelas comunidades impactadas diretamente pelo negócio, pelas cooperativas criadas para reduzir o impacto ambiental, por seus consumidores, pela sociedade em geral? Todas essas ações serão decisivas para quando a crise acabar. Pesquisas sugerem que as pessoas realmente acreditam que as empresas têm um objetivo e valores claros quando veem a gerência tomando uma decisão que sacrifica a lucratividade de curto prazo, a fim de aderir a esses valores.

Claro que os líderes corporativos enfrentam a pressão dos investidores e banqueiros para economizar dinheiro e reduzir perdas, mas nem um nem outro vai passar fome. “O vírus inesperadamente acabou sendo um teste de estresse para um campo que estava pronto para isso”, diz John Goldstein, chefe do grupo de finanças sustentáveis ​​da Goldman Sachs. “O material que estava sendo feito mais por aparências ou por um rótulo está ficando construtivamente racionalizado.”

O que o executivo quer dizer é que a crise servirá para diferenciar as empresas que usam a responsabilidade social corporativa apenas como jogada de maketing daquelas que realmente acreditam que ser um bom cidadão corporativo é combinar objetivos sociais e de negócios em um relacionamento simbiótico, cada um apoiando o outro e criando novas oportunidades para as marcas e os problemas mais importantes para toda a cadeia de valor.

Todavia, não há literalmente nenhum negócio, nenhum setor e nenhuma economia além do alcance da influência devastadora dessa pandemia. A retração projetada pelo FMI para a maior economia mundial, que é a americana, é de 6%. Para o Brasil, em torno de 5,3%. A questão agora é saber como, depois que tudo acabar, os bons cidadãos corporativos lidarão com a gestão para a sustentabilidade enquanto tentam salvar seu próprio negócio.

Annelise Vendramini Felsberg, coordenadora do Programa de Pesquisa Finanças Sustentáveis no Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getulio Vargas (FGVces), diz que será dificil para as empresas manterem seus programas de responsabilidade corporativa tal como são hoje.

“Depois que a crise de saúde pública arrefecer – o que pode levar anos até que toda a população esteja imunizada –, nós vamos ter de lidar com a econômica”, observa ela. “As empresas vão fazer um movimento de contenção de custos, de austeridade, pois aquelas que tiverem alguma chance de passar por essa crise, vão focar naquilo que é essencial para a sobrevivência e que tragam resultados no curto prazo. Se os programas de sustentabilidade não estiverem atrelados ao negócio, não estiverem contribuindo para permanência dela no mercado, a tendência é que eles também sejam impactados pelas medidas de redução de gastos.”

Annelise compara as áreas de sustentabilidade com a de pesquisa e desenvolvimento, que trabalha com processos de muita qualidade e que vão ajudar a perenizar o negócio. Só que são investimentos com retorno no longo prazo. “O olhar da sustentabilidade é um olhar de longo prazo. Quando você passa por uma crise, você tende a focar no curto prazo para sobreviver e poder pensar novamente no longo prazo.”

Renascimento da filantropia

A pesquisadora diz que a RSC é um movimento que não tem volta, porque há uma demanda para isso no mercado consumidor. No entanto, não será surpresa se as áreas de sustentabilidade sofrerem duramente nessa época de crise econômica. Para ela, as empresas que não deixarem de lado seus programas de responsabilidade social corporativa, vão se voltar para a filantropia, que foi abraçada pelos entes sociais das empresas, como fundações e institutos, em ações casadas com a gestão para a sustentabilidade.

“O que vamos assistir será um renascimento da filantropia, por dois motivos: o primeiro é que não sabemos quantas ondas de Covid vamos viver – e as empresas vão se manter engajadas no auxílio que estamos testemunhando hoje – e o segundo é que quando passamos por uma crise sanitária dessa magnitude, nossas fragilidades ficam expostas”, afirma ela. “A pandemia mostrou que o mundo, não só o Brasil, está muito pouco preparado para lidar com patógenos dessa natureza (capazes de se alastrar globalmente com tamanha rapidez e impacto) e que será necessário um esforço supranacional, nacional e subnacional para preparar os sistemas de saúde pública para enfrentar outros vírus com a mesma capacidade de disseminação e letalidade.”

Annelise diz que esse esforço vai envolver as empresas atuando em várias frentes, inclusive na estruturação de uma agenda civilizatória, para tornar a sociedade mais resiliente a essas ameaças, com um enjamento de estado, mercado e terceiro setor. As empresas devem passar a doar para as iniciativas de outras organizações que contribuam para o desenvolvimento dessa resiliência, em uma nova forma de filantropia.

“Acredito que, passada esta crise, a iniciativa privada e a sociedade civil organizada assumirão o papel de cobrar do Estado uma agenda estruturante que prepare o país para situações que levem ao colapso da saúde pública e da economia, pautando políticas públicas que ajudem o Brasil a lidar com esse mundo contemporâneo extremamente conectado”, conclui.

Engajamento imediato da iniciativa privada

Dentro dessa ótica, o engajamento da iniciativa privada tem sido fundamental para reduzir os impactos sociais da pandemia de Covid-19. As ações vão da ajuda financeira para construir hospitais de campanha, equipar hospitais públicos com respiradores para leitos de UTI e equipamentos de proteção individual para os profissionais de saúde que atuam na linha de frente do combate à doença, até o fornecimento de kits de higiene e limpeza e cestas básicas para a população carente.

Algumas empresas, com programas estruturados de responsabilidade social corporativa, têm saído em socorro aos seus colaboradores e às comunidades vulneráveis nas cidades ou regiões em que atuam, provendo alimentos, recapacitação, apoio psicológico, equipamentos de proteção e até uma fonte de renda emergencial, alocando mão de obra local na fabricação de máscaras e aventais. Conheça algumas iniciativas:

Whirlpool Corporation

A Whirlpool Corporation, que comercializa produtos Brastemp, Consul e KitchenAid, adaptou parte de suas instalações para a produção de 1.000 máscaras de acrílico por semana destinada aos profissionais de saúde que atuam na linha de frente do combate à Covid-19 nos hospitais da região de Joinville (SC) e Rio Claro (SP). O equipamento de proteção individual é feito em impressora 3D e máquinas a laser. A empresa alocou dez profissionais para produzir as máscaras e para discutir com outras empresas e instituições de ensino soluções para a produção e manutenção de respiradores e ventiladores.

Em Rio Claro, a Whirlpool doou 850 máscaras para a comunidade local, R$ 40 mil para a Santa Casa e reverteu R$ 550 mil do recurso aportado via Lei do Idoso para a compra de equipamentos e EPIs para instituições filantrópicas da região. Em Joinville, a Whirlpool doou R$ 200 mil para hospitais públicos, 1.100 máscaras para profissionais da saúde e produtos para armazenagem de medicamentos e vacinas.

Na cidade de São Paulo, a empresa vai disponibilizar 357 produtos das marcas Brastemp e Consul para os hospitais de campanha e para a prefeitura distribuir entre os projetos e instituições de saúde. Além dos produtos, 14.000 máscaras serão doadas para esses locais, incluindo também a AACD.

O Consulado da Mulher, ação de responsabilidade da marca Consul, dará apoio financeiro por três meses a 180 mulheres assessoradas pelo Instituto. O intuito é ajudá-las a manter parte da sua renda. Visando à saúde de seus colaboradores e dependentes, a empresa também ofereceu vacinas contra a gripe ou reembolso.

“Nossa prioridade é proteger a vida e a saúde de nossos colaboradores e contribuir para o desenvolvimento social das comunidades que estão no entorno das nossas fábricas. O momento exige união e esforços de todos para combatermos o coronavírus e superarmos este momento”, afirma o presidente da Whirlpool para a América Latina, João Carlos Brega.

Grupo Moura

O Grupo Moura foi outra empresa que adaptou parte de suas instalações, em Belo Jardim (PE), para a fabricação de 50 mil escudos faciais à base de polipropileno, elásticos e polietileno, que serão doados ao sistema público de saúde de Pernambuco. A pesquisa, o desenvolvimento, escudos e o início da produção dos escudos aconteceram em paralelo ao projeto de máscaras de tecido, projetadas pela equipe de engenharia da empresa. No total, 100 mil máscaras estão sendo confeccionadas por pequenas e médicas fábricas pernambucanas e serão doadas para a população. A Moura ampliou a ação para a Argentina e o Uruguai.

 “A empresa tomou a decisão de concentrar todos os esforços para desenvolver soluções que contribuíssem de maneira estruturadora nessa batalha contra a pandemia. Realizamos todas as pesquisas de disponibilidade de matérias-primas e capacidade de produção e, em duas semanas, iniciamos a produção dos escudos faciais. Isso enquanto outras ações dentro e fora da organização seguem acontecendo”, conta Reginaldo Agra, engenheiro líder do projeto. “O olhar para as pessoas faz parte do DNA da Moura e, em um momento em que união e solidariedade farão a diferença, buscamos contribuir de todas as maneiras possíveis.”

Riachuelo

A varejista Riachuelo direcionou sua cadeia produtiva para a produção e doação de mais de 920 mil itens hospitalares, entre máscaras, jalecos médicos, aventais para pacientes, tocas, toalhas e mantas e 220 mil peças de roupas. A doação equivale a R$ 13 milhões e está sendo entregue às secretarias municipais de saúde dos Estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Norte e Santa Catarina; Cruz Vermelha Brasileira dos Estados de São Paulo e Rio de Janeiro; Hospital das Clínicas (SP); Projeto Free Free (SP); Liga Contra do Câncer (RN); e Central Única das Favelas (CUFA).

As entregas acontecem diariamente nos mais diversos Estados, atendendo as áreas mais carentes por EPIs. A empresa também fez uma parceria com o Governo do Rio Grande do Norte para a confecção de mais de três milhões de máscaras de proteção que serão entregues à população local.

Riachuelo entrega máscaras para o Hospital das Clínicas de São Paulo
Riachuelo entrega máscaras para o Hospital das Clínicas de São Paulo

A fabricação dos itens hospitalares está sendo realizada em colaboração com oficinas credenciadas da Riachuelo, que já prestam serviços à varejista e fazem parte do projeto Pró-Sertão. O objetivo da parceria é fomentar a economia desses microempreendedores que dependem integralmente de produções como essa para subsistência do negócio e da comunidade local. Toda produção é supervisionada e segue as recomendações das autoridades da saúde, operando com quadro mínimo de colaboradores por turno, higienização frequente, álcool em gel e máscaras para todos e distanciamento de 1,5 m entre as estações.

Segundo o CEO da Riachuelo, Oswaldo Nunes, a ação faz parte do papel social da companhia. “Estamos há mais de 70 anos ao lado dos brasileiros, entendemos o nosso papel social e, diante do cenário que vivemos, nos voltamos a pensar em como agir para o bem-estar coletivo”, diz.

Banco Safra e BTG Pactual

O Banco Safra, que doou R$ 20 milhões para ajudar hospitais públicos a atenderem mais pacientes com Covid-19, ampliou seu programa de combate ao coronavírus e está doando mais R$ 10 milhões para ajudar hospitais filantrópicos e Santas Casas na ampliação de leitos de UTI e na compra de equipamentos e insumos para socorrer pacientes com o novo coronavírus.

As doações do Banco Safra equivalem, nesta etapa, a quatro leitos completos de UTI (cama, respirador, monitor e bomba de infusão), 67 ventiladores pulmonares, 27 mil kits para detecção do coronavírus, 200 mil aventais de proteção, 8.576 mil macacões de segurança e 5.000 protetores faciais (faceshields). Outras ações da instituição financeira atendem à população no campo social, a partir da doação de 10 mil cestas básicas e 16.667 refeições para os mais necessitados.

Para o Banco Safra, a sociedade precisa se mobilizar neste momento para que seja salvo o maior número possível de vidas. Por isso as ações do banco têm foco na população carente, que depende da rede pública de saúde.

O banco de investimentos BTG Pactual está contribuindo em várias frentes para reduzir os impactos da pandemia. Na semana passada, a instituição anunciou a doação de R$ 1 milhão para a campanha Mães da Favela, criado pela Central Única das Favelas (Cufa). Os recursos estão sendo destinados a mulheres de comunidades carentes em 17 Estados e Distrito Federal, beneficiando mais de 10 mil famílias em situação de vulnerabilidade.

Em 1º de abril, o banco e seus sócios já haviam anunciado a doação de R﹩ 50 milhões para iniciativas de combate à Covid-19. Parte desses recursos foi destinada para a compra e entrega de ventiladores pulmonares, equipamentos de proteção individual, monitores cardíacos, álcool em gel e kits de higiene para sete hospitais: Hospital das Clínicas de São Paulo,  Hospital Heliópolis, Real Hospital Português, Escola Paulista de Medicina, Hospital das Clínicas de Sorocaba e Hospital Pequeno Príncipe.

Em conjunto com a Cosan, HDI Seguros, Advent, Aegea, Perfin e Alupar, o BTG Pactual liderou a contratação de 140 anestesistas para o Hospital das Clínicas. Esse profissional médico é responsável por entubar e manter os pacientes sedados durante a longa permanência dos pacientes mais graves de Covid-19 na UTI. Esse contingente de anestesistas possibilita o funcionamento de mil plantões extras por mês, o que equivale a quase 12 mil horas de serviço. 

Por meio de 20 projetos sociais, foram distribuídas mais de 70 mil cestas básicas em sete Estados do País. Entre os principais projetos apoiados para viabilizar a entrega das cestas estão União SP, Movimento União Rio, Amigos do Bem, Brazil Foundation e SOS Ribeirão.

Volkswagen

Voluntários da Volkswagen do Brasil estão fazendo a manutenção de respiradores e ventiladores pulmonares na unidade Anchieta, em São Bernardo do Campo (SP), com apoio e coordenação do Senai Cimatec. Os ventiladores pulmonares são essenciais no tratamento de pacientes que apresentam sintomas graves da Covid-19, pois a Síndrome Respiratória Aguda Grave é um dos efeitos mais sérios da doença. A estimativa é que cada equipamento recuperado possa atender até 10 pessoas em um período de cinco meses. Estima-se que atualmente mais de 3,6 mil unidades precisem de reparo no Brasil. A identificação dos ventiladores pulmonares, que precisam de manutenção e o encaminhamento aos hospitais são coordenados em conjunto pela VW e pelo Senai.

Voluntários da Volkswagen estão recuperando respiradores recuperados para entregar a hospitais
Voluntários da Volkswagen estão recuperando respiradores recuperados para entregar a hospitais

As seis primeiras unidades recuperadas e calibradas pelos voluntários da VW foram entregues para dois hospitais, Maria Braido e Central, em São Caetano do Sul, ajudando a salvar a vida de 60 pessoas. “É muito gratificante podermos contribuir com a manutenção de um equipamento tão importante para salvar vidas. Nossos empregados voluntários estão fazendo um excelente trabalho no conserto dos ventiladores pulmonares e estamos muito felizes em poder entregar as primeiras unidades recuperadas”, ressalta Pablo Di Si, presidente e CEO da Volkswagen para a América Latina.

Grupo Accor

O Grupo Accor optou por promover ações de solidariedade na América do Sul. Seus hotéis doaram alimentos perecíveis, roupas de cama e até móveis para colaboradores e instituições de caridades onde estão presentes.

A empresa ajudou um casal recém-chegado a Florianópolis, que havia se hospedado no Mercure Florianópolis Convention até chegar a mudança e que foi pego de surpresa pela quarentena que fechou todas as lojas da cidade. Sem ter como mudar-se para a casa nova, o hotel emprestou móveis e acessórios, como roupas de cama, TV, frigobar, mesa, até que o comércio reabrisse e o casal pudesse comprar a mobília.

Em São Paulo, os hotéis íbis e íbis budget doaram seus perecíveis para o Centro Cambuci, que atende moradores de rua. Ao todo, o hotel encaminhou para a entidade 160 kits de alimentos, bebidas (lei e sucos), doces (delicatessen), pão, frutas e legumes. Na capital do Paraná, o Novotel Curitiba doou mais de 250 kg de alimentos para a Associação Pequeno Cotolengo, que abriga pessoas com deficiência. Na mesma cidade, o ibis Styles Curitiba Batel forneceu perecíveis para a Associação ACRIDAS, que abriga crianças e órfãos vítimas de violência.

Em Alagoas, o Mercure Maceió distribuiu suas roupas de cama e banho para a Casa Ranquineto Fraternidade, associação religiosa que está construindo um abrigo para moradores de rua durante a pandemia. 

Além da doação de produtos, a Accor está disponibilizando tarifas solidárias em suas unidades para parcerias com hospitais e órgãos do governo. No Brasil, por exemplo, uma das modalidades do apoio é para hospitais que precisam hospedar seus profissionais que estão na linha de frente no combate ao Covid-19 no País.

A empresa também está recebendo diversas solicitações de hospedagem para idosos e pessoas em grupo de risco, que vivem com familiares e crianças e necessitam ficar isolados para se protegerem; de pessoas em trânsito ou que ficaram sem poder viajar; e também dos que estão enfrentando alguma dificuldade de convívio em meio ao isolamento social.

Bracell

A Bracell, uma das maiores produtoras de celulose solúvel e celulose especial do mundo, doou 19 respiradores, 400 mil máscaras, 33,5 mil pares de luvas, 40 mil aventais, 680 protetores faciais e 164 macacões de proteção, além de 4.000 unidades de diferentes itens de limpeza e higiene para os governos de São Paulo e da Bahia. A doação será destinada aos hospitais e profissionais da saúde que atuam no combate à Covid-19.

“Nossa responsabilidade ganha novas proporções neste momento, uma vez que cuidamos da saúde e da segurança de pessoas em todas as etapas de nossas operações em todo o País. Esses equipamentos e materiais que estamos doando ajudarão no tratamento da Covid-19 e, com certeza, irão salvar vidas nas regiões onde atuamos”, afirma Per Lindblom, vice-presidente executivo da Bracell.

Fundação Bunge

A Fundação Bunge, entidade responsável pelo investimento social privado da Bunge no Brasil, destinou 4.500 luvas para o Hospital das Clínicas da Unicamp. As 45 caixas integravam estoque de EPIs mantido pelo Centro de Memória para o manuseio dos documentos históricos que compõem seu acervo.  O Centro é referência na área de preservação da memória empresarial e tem como objetivo a guarda e preservação de documentação histórica, a disseminação do conhecimento e a utilização de seu acervo como um instrumento estratégico de gestão.

A doação aconteceu depois que o Centro de Memória da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) criou a campanha “Corrente do Bem”, convidando arquivos históricos e permanentes da Unicamp e outras entidades da área da memória a doarem equipamentos de proteção individuais, como máscaras, luvas, toucas e roupas descartáveis aos profissionais de saúde.

Unilever

A Unilever está doando 50 toneladas de produtos de limpeza para hospitais públicos de São Paulo e Rio de Janeiro. São itens da linha profissional, altamente concentrados, que podem render mais de 450 mil litros de produtos de limpeza. Em São Paulo, os produtos estão sendo distribuídos para 26 hospitais por meio das secretarias estadual e municipal de saúde. No Rio de Janeiro, a doação chegará a 26 hospitais estaduais.

 No Brasil, existe a preocupação com as comunidades mais vulneráveis e também com a superlotação do sistema de saúde. “O momento é crítico e exige cuidados redobrados com a higiene pessoal e limpeza dos ambientes. Nos hospitais, além dos pacientes, estão também os profissionais da saúde, trabalhando de modo corajoso e admirável, para salvar vidas. Esperamos que os nossos produtos contribuam para manter a segurança nos hospitais por onde passam milhares de pessoas diariamente”, diz Gerardo Rozanski, presidente da Unilever Brasil.

 A empresa já havia anunciado outras doações, que somam R$ 3 milhões em produtos de higiene, limpeza e alimentos para pessoas em situação de vulnerabilidade social, lares de idosos e hospitais de São Paulo, Rio de Janeiro e Pernambuco. Sabonetes, desinfetantes, sabão em pó e outros artigos foram entregues nos três Estados.

Nestlé

A Nestlé é parceira da Gerando Falcões desde 2018, com o projeto Jogadeira, que inclui ações de apoio ao esporte e à inclusão social. Para 2020, o foco da parceria é o desenvolvimento de negócios sociais sustentáveis e a geração de oportunidade, emprego e renda. “Nesse momento de urgência em prol de uma mobilização construtiva pela sociedade, é nosso dever estar ao lado de nossos parceiros, sobretudo olhando para as comunidades mais vulneráveis”, diz Marcelo Melchior, CEO da Nestlé Brasil. 

A indústria química Unipar, que produz cloro, soda, derivados de cloro e PVC na América do Sul, está doando o equivalente a R$ 4 milhões em produtos de higiene pessoal e limpeza de ambientes e áreas públicas para o governo de São Paulo e para as prefeituras de São Paulo, Cubatão e Rio Grande da Serra. São 400 mil sabonetes e 200 toneladas de hipoclorito de sódio – matéria-prima capaz de produzir mais de 1,2 milhão de litros de água sanitária – que serão usados na desinfecção de ruas, avenidas, calçadas e unidades de saúde. Parte da doação foi colocada em kits de higiene e limpeza e doada para comunidades carentes desses municípios.

“Nossa responsabilidade de evitar o aumento de casos da Covid-19 e proteger a população é enorme”, diz Mauricio Russomanno, diretor-presidente da Unipar. “Temos que unir esforços para apoiar a sociedade.”

Com escritórios e plantas industriais em Cubatão (SP) e Santo André (SP), no Brasil, e Bahía Blanca, na Argentina, a Unipar concentra suas ações de responsabilidade social no Conselho Consultivo Comunitário (CCC), que reúne vizinhos, organizações sociais e representantes da empresa para discutir e implantar projetos que beneficiem as comunidades do entorno de suas fábricas.

Albert Einstein

O Voluntariado Einstein está arrecadando fundos para garantir a alimentação de 10 mil famílias em situação de risco total nos bairros de Campo Limpo e Vila Andrade, na capital paulista. Na primeira fase da campanha, o voluntariado angariou pouco mais de R$ 300.000 reais, aplicados na compra de 50 mil kits de higiene com sabonete, escova e pasta de dente. Na segunda fase a campanha espera arrecadar fundos para montar cestas básicas e beneficiar essas  famílias pelos próximos três meses.

De acordo com Telma Sobolh, presidente do Voluntariado Einstein, a perda repentina da renda de milhares de pessoas pode colocá-las em condição de insegurança alimentar. “Não poderíamos ficar indiferentes a tudo o que está acontecendo. Conseguimos o valor para os 50 mil kits de higiene e agora seguimos com o objetivo de não deixar essas famílias passarem fome”, afirma ela.

O Voluntariado Einstein tem mais de 60 anos e mais de 600 voluntários. Promove a transformação social, a geração de conhecimento e a humanização consciente e profissional, além de ações sociais que elevam o bem-estar físico-psico-social dos beneficiários de seus serviços.

Energisa e Engie

O Grupo Energisa investiu R$ 5 milhões na criação do movimento Energia do Bem, uma rede de atuação orgânica, que já reúne 13 parceiros, todos empenhados em viabilizar ações emergenciais que ajudem a superar a crise humanitária provocada pela Covid-19. As iniciativas incluem doação e manutenção de ventiladores pulmonares, obras elétricas em unidades públicas de saúde e captação de recursos para assistência a idosos. Também foi criado o portal Energia do Bem, com informações confiáveis sobre a doença e conteúdo para reduzir os impactos do isolamento social.

Os recursos serão aplicados nos 11 Estados onde a empresa atua, em diversas frentes mapeadas. Uma primeira iniciativa já foi feita por meio de uma doação de 11 ventiladores pulmonares para Unidades de Tratamento Intensivo de Minas Gerais e Sergipe, e uma nova leva de doação de aparelhos também já está em curso para os outros estados. Além disso, no Acre, seis aspiradores portáteis já foram disponibilizados ao Hospital da Criança para pacientes com baixa imunidade seguirem em tratamento em casa, liberando leitos para pacientes da Covid-19.

“Essa crise é diferente de tudo o que já vivemos e não podíamos ficar alheios. Estamos nos unindo a diversos parceiros para fazer diferença, especialmente nos 11 Estados em que atuamos como distribuidores de energia. Queremos que o Energia do Bem gere uma onda de energia positiva que ajude a atravessarmos esse momento”, afirma o presidente da empresa, Ricardo Botelho.

O movimento também está montando uma operação logística para que respiradores que se encontram quebrados possam ser consertados nas oficinas do Senai. “Já mapeamos 448 ventiladores que precisam de conserto em Minas, Sergipe, São Paulo, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Estamos levantando as necessidades em outros estados para encaminhar os equipamentos aos centros de manutenção do Senai. Queremos ações orgânicas e dinâmicas, mas articuladas com as necessidades do poder público em cada localidade”, afirma a vice-presidente de Gente e Gestão do Grupo Energisa, Daniele Salomão.

Entre os parceiros envolvidos no movimento estão a Confederação Nacional da Indústria (CNI), Instituto Euvaldo Lodi (IEL), Sesi/Senai e Agência de Desenvolvimento do Polo Audiovisual da Zona da Mata (MG). 

Na área técnica, as obras na rede elétrica para garantir e ampliar a capacidade de atendimento de hospitais foram colocadas em um sistema de fast track. Em Jaci-Paraná, localidade que fica a 100 km de Porto Velho (RO), uma UPA foi ligada à rede elétrica em quatro dias.

O projeto também prevê o uso de parte da verba de publicidade da empresa para divulgar dicas de saúde e prevenção do contágio. Nos municípios com menores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) nos Estados atendidos pelas distribuidoras, parte dessa comunicação será feita por carros de som. “A ideia é aproveitar a nossa capilaridade no interior do Brasil para combater a pandemia. Atendemos a 20 milhões de pessoas e faremos o que for possível para que as mensagens importantes cheguem a todos eles. É um ativo muito importante nesse momento”, completa Botelho.

A empresa também está promovendo uma campanha de voluntariado, com financiamento coletivo, para auxiliar instituições de atendimento aos idosos. Para cada 1 real doado pelos colaboradores, a empresa doará mais 1 real, até R$ 500 mil. Cada unidade de negócio selecionará as entidades que desejam apoiar nos 11 Estados.

Uma das principais frentes do movimento é o portal Energia do Bem. Com curadoria de conteúdo da Unesco, o portal concentrará informações de utilidade pública sobre a prevenção contra a contaminação pelo vírus e o andamento das ações realizadas.

O Instituto Efort, parceiro do Grupo Energisa em ações de eficiência energética, está desenvolvendo jogos educativos sobre a Covid-19, que entrarão na plataforma junto com outros que já são utilizados no programa Nossa Energia. Já o Polo Audiovisual da Zona da Mata, outro parceiro da Energisa, vai usar a plataforma Samba Tech para levar seus filmes às casas das pessoas durante o isolamento social.

A Engie também está adotando diversas ações a fim de contribuir com o combate à doença. Entre elas, a doação da energia elétrica renovável para a L’Oréal Brasil produzir 750 mil unidades de álcool em gel e kits de higiene básica, que estão sendo distribuídos para hospitais de São Paulo, Rio de Janeiro e Nordeste.    

A empresa também se uniu a outras cinco companhias do setor elétrico para arrecadar recursos para o fundo emergencial da Fundação Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz), visando aumentar a produção de testes diagnósticos da Covid-19. Até o momento, já foram doados R$ 9 milhões. O projeto é coordenado pelo Instituto Acende Brasil.

A companhia criou uma campanha para incentivar seus colaboradores de todo o Brasil a doar a instituições parceiras especializadas na distribuição de cestas básicas para comunidades carentes. Nesse programa, para cada R$ 1 doado pelo funcionário, a empresa contribui com o mesmo valor. Cerca de R$ 250 mil foram arrecadados com a participação de 1.160 colaboradores, ajudando 33 instituições próximas das sedes, usinas e escritórios da Engie no Brasil.

 A Engie também doou cerca de R$ 540 mil a instituições situadas no entorno das suas usinas de geração de energia. A ação solidária visou, principalmente, prefeituras, hospitais e secretarias municipais de saúde para a aquisição de EPIs, álcool em gel e respiradores. A iniciativa reforça os laços entre as usinas e as comunidades vizinhas, que já são parcerias históricas na promoção da preservação do meio ambiente, promoção da educação e da cultura e investimentos em infraestrutura. 

Por intermédio da Fundação Engie, foram aportados 100 mil euros para a reforma do Hospital Universitário do Fundão, no Rio de Janeiro. A iniciativa garante recursos para obras de ampliação e preparação de UTIs que serão destinadas ao tratamento de pacientes com a Covid-19. Esse valor é cerca de 10% de todos os recursos que a Fundação liberou para ações ligadas à Covid-19 em todo o mundo.

 “Todos nós estamos aprendendo a ser mais humanos, humildes e sensíveis nesse momento. Sabemos que precisamos da união de todos, empresas, pessoas e Estado, de forma organizada, para diminuir os impactos sociais promovidos por essa crise sem precedentes”, ressaltou Maurício Bähr, CEO da Engie Brasil. “Somente através de parcerias conseguimos fazer isso.”

Brandili, Petistil e Bibi

Com o intuito de minimizar os impactos sociais causados pela quarentena, a Brandili, marca de moda infantil, em parceria com a prefeitura doará cestas básicas para as famílias carentes do município de Apiúna (SC). A empresa já havia doado 150 máscaras especiais de seu estoque de EPIs para os profissionais de saúde da cidade. “Não podemos fechar os olhos. Os impactos serão profundos e sentidos por todos. Por mais que a pandemia nos afete, temos que ajudar aqueles que estão em situação mais difícil”, diz Jacques Douglas Filippi, diretor geral da Brandili.

Já o Grupo Petistil, que compreende as marcas Petistil, de moda infantil, e Loja 18, de moda feminina, lançou uma campanha de arrecadação de fundos com o intuito de fabricar e doar 100 mil aventais médicos às redes de hospitais pública e privada da capital paulista. A iniciativa, chamada Protegendo Anjos, visa complementar a oferta dos equipamentos de proteção individual (EPIs).

Em meados de março, a empresa usou de seu parque fabril para confeccionar, sob orientação do Hospital Albert Einstein, e doar 10 mil aventais para hospitais públicos. Com a aceitação positiva, a empresa decidiu promover uma campanha para arrecadar R$ 800 mil par a confecção de 100 mil aventais médicos.

“Muitas empresas vêm aumentado a fabricação de máscaras, por exemplo, mas o mesmo não acontece com a produção de aventais, por ser um produto mais elaborado e que exige mais investimentos”, explica Marcelo Feldman, CEO do Grupo.

A Bibi está confeccionando máscaras para doação a hospitais e comunidades carentes
A Bibi está confeccionando máscaras para doação a hospitais e comunidades carentes

A fabricante de calçados infantis Bibi também investiu em ações de solidariedade para minimizar o impacto da pandemia nas comunidades vulneráveis. A empresa, que já apoia algumas instituições nas comunidades onde tem as unidades fabris, como Parobé (RS) e Cruz das Almas (BA), efetuou a doação de mil pares de calçados para crianças da APAE, em Parobé, Lar Padilha e Instituto Vida Breve, ambos em Taquara (RS), e para assistências sociais das prefeituras municipais de Parobé e Cruz das Almas. A marca também está confeccionando máscaras para doação ao Hospital São Francisco de Assis, que atende a região.

“Investir em ações de cunho social, como as doações, é algo que faz parte do planejamento estratégico da Bibi. Além de se preocupar com a saúde e o bem-estar dos colaboradores, clientes, parceiros e fornecedores da marca, queremos proporcionar boas oportunidades às famílias que moram próximas a nós, tanto aqui no Sul quanto no Nordeste”, revela.

Bayer

A Bayer, multinacional alemã com foco em Ciências da Vida, está doando R﹩ 5,7 milhões para o combate à pandemia de Covid-19 no Brasil. Os recursos serão destinados a três diferentes iniciativas: cerca de R﹩ 2,8 milhões para o Projeto Arrecadação Solidária, do Governo Federal; cerca de R﹩ 2 milhões para o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF); e aproximadamente R﹩ 900 mil para a compra de itens de segurança e insumos hospitalares.

Para as doações, a Bayer selecionou instituições e projetos já estruturados, de abrangência nacional, que atingem populações vulneráveis em regiões carentes e que têm processos de governança e transparência bem estabelecidos. Além disso, a empresa também focou em ajudar os serviços públicos de saúde das cidades onde possui unidades produtivas.

“A crise provocada pela pandemia de Covid-19 desafia a todos nós, por isso a colaboração entre os setores privado, público e a sociedade será a chave para o enfrentamento deste desafio no Brasil e no mundo”, diz Marc Reichardt, CEO da Bayer Brasil. “Há mais de 120 anos, a Bayer está comprometida com o País, por isso nossa contribuição deve ser maior que a financeira. Estamos trabalhando incansavelmente para manter a disponibilidade de medicamentos e insumos necessários à produção de alimentos para os brasileiros”, ressalta o executivo.

Grupo Heineken

Em parceria com a ONG Amigos do Bem, o Grupo Heineken doou 500 mil garrafas de 500 ml de água Schin e cerca de 6.000 cestas básicas para 130 comunidades vulneráveis do sertão nordestino, nos Estados de Pernambuco, Alagoas e Ceará. A doação da companhia faz parte de um movimento que envolve ações para a sociedade, colaboradores e toda a cadeia de negócios.

A ONG Amigos do Bem realiza um trabalho de transformação, com inúmeros projetos educacionais, de trabalho e renda, água, moradia e saúde que hoje movimentam a vida de mais de 75 mil pessoas no sertão nordestino.   

“Estamos unindo esforços em diferentes frentes, porque acreditamos que juntos conseguiremos passar por essa crise, saindo ainda mais fortes como sociedade”, afirma Maurício Giamellaro, CEO do Grupo Heineken no Brasil. Desde março, a empresa vem implementando uma série de ações voltadas aos seus colaboradores, seguindo orientações dos órgãos de saúde nacionais e globais em relação à contenção da doença: adotou trabalho remoto para as áreas elegíveis, intensificou o uso de tecnologia para diferentes atividades, reforçou medidas de higiene em todas as suas unidades produtivas, suspendeu viagens e afastou colaboradores que fazem parte do grupo de risco desde o início da crise, sem impactos em salário e benefícios.

Depois de doar 70 toneladas à Gerando Falcões, organização não governamental que atua em favelas e comunidades do Brasil, a Nestlé está participando da campanha “Corona no paredão”, criada pela entidade para alimentar 120 mil pessoas nos próximos três meses. Desde o dia 2 de abril e por tempo indeterminado, a Nestlé está incentivando seus 30 mil colaboradores no Brasil a doar qualquer quantia à ONG. A cada R$ 1 doado por funcionário, a companhia está dando mais R$ 1.  A ação será decisiva para a entidade chegar à meta de distribuir cestas básicas digitais para 30 mil famílias nos próximos três meses.

O valor arrecadado será contabilizado e repassado à Gerando Falcões, que criou um vale alimentação com três cargas mensais de R$ 100,00, cobrindo os três meses considerados como os mais críticos dessa crise na saúde e na economia: abril, maio e junho.

Instituto Hidrovias

O Instituto Hidrovias, braço social da Hidrovias do Brasil, está doando R$ 3,1 milhões em equipamentos hospitalares para o atendimento de pacientes com Covid-19 em Barcarena, no Pará. Os aparelhos irão equipar, em regime de comodato, o Centro de Tratamento de Campanha Vila dos Cabanos, ainda em construção. São 40 camas hospitalares, 40 monitores de sinais vitais e 33 respiradores hospitalares. Passada a pandemia, os equipamentos serão instalados no novo Hospital de Saúde Municipal de Barcarena, também em construção.

Segundo o presidente da Hidrovias do Brasil, Fabio Schettino, “faz parte da estratégia da Hidrovias do Brasil auxiliar as comunidades em que atuamos, como Barcarena. É nosso dever prezar pela saúde dos moradores locais, especialmente em um momento como este”.

Desde o início da pandemia, a Hidrovias do Brasil e o Instituto Hidrovias já doaram R$ 6,5 milhões em equipamentos de saúde para o Estado do Pará. As doações foram divididas entre Itaituba e Barcarena, municípios onde a empresa possui operação.

PetroRio e Grupo Total

A companhia de óleo e gás PetroRio desenvolveu um programa de apoio online para ajudar seus colaboradores a manter a saúde mental e emocional durante a pandemia. São várias atividades online desenvolvidas para fortalecer uma cultura psicologicamente saudável, como palestras, lives, treinos funcionais, aulas de meditação, plantão de dívidas e conteúdo sobre autoconhecimento e saúde integral, além de conteúdos sobre autoconhecimento e saúde integral, que ajudam a enfrentar esse período de isolamento social.

O programa também contempla as famílias de seus colaboradores. Crianças e adolescentes de 8 a 16 anos podem participar das Oficinas de Teatro online, realizadas pela produtora Constelar. As aulas acontecem aos sábados de manhã, em uma sala especial no Youtube, e os inscritos podem interagir com os professores e ter seus exercícios avaliados.

Desde 2019, a PetroRio patrocina as oficinas que aconteciam inicialmente no Teatro PetroRio das Artes, no Rio de Janeiro. Com o isolamento social em virtude da Covid-19, a companhia decidiu dar continuidade às atividades socioeducativas por meio online.

Como parte de suas diretrizes de Responsabilidade Social Corporativa, o Grupo Total realiza ações de apoio a instituições e profissionais do setor de saúde no Brasil e na França, seu país sede. No Rio de Janeiro, a subsidiária Total E&P do Brasil faz parte, por meio do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), da rede de parceiros do programa Unidos contra a Covid-19, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A empresa contribui para fortalecer o fundo emergencial que apoia a produção de kits para diagnóstico, a ampliação da capacidade de testagem de amostras e a realização de pesquisas relacionadas ao tratamento da Covid-19.

Em São Paulo e em Minas Gerais, a subsidiária Total Brasil Distribuidora fez aportes financeiros para apoiar hospitais das principais cidades onde atua, sendo beneficiados o Hospital das Clínicas (São Paulo), o Hospital 10 de Julho (Pindamonhangaba) e o Hospital Santa Casa de Misericórdia (Araxá).

Claro

A operadora de telefonia e TV por assinatura Claro e seu braço social, o Instituto Claro, também fizeram parceria com a Central Única das Favelas (Cufa) para arrecadar recursos financeiros para o projeto Mães da Favela, que dará uma ajuda de custo de R$ 120, por dois meses, para mães que sustentam seus lares dentro das favelas brasileiras e cuja renda foi afetada pela mudança de rotina provocada pela quarentena. A ação pode atender até 10 mil famílias.

 “Trazer esse tipo de ação para dentro das favelas de todo o Brasil é de extrema importância na construção de uma sociedade mais justa e engajada, valorizando assim o papel fundamental que as mães possuem dentro de suas residências. Somos todos parte da solução, pois, juntos, nos tornamos mais fortes, solidários e com um olhar diferente para com o próximo”, afirma Daniely Gomiero, diretora de Responsabilidade Social Corporativa da Claro e vice-presidente de Projetos do Instituto Claro.

A empresa também vem adotando uma série de medidas para auxiliar a população durante a pandemia, entre elas a liberação de sua rede Wi-Fi em locais públicos para não clientes, usando como requisito de login a visualização de vídeos do Ministério da Saúde sobre o coronavírus.

Abinfer

A demanda por equipamentos de proteção aos profissionais de saúde foi o principal motivo para a criação de um movimento de 20 instituições engajadas na produção de máscaras do tipo “faceshield” para hospitais de todo o Brasil. Liderada pela Associação Brasileira da Indústria de Ferramentais (Abinfer), a iniciativa conta com indústrias e entidades acadêmicas do Estado de São Paulo, como o Centro Universitário FEI e a Universidade do Vale do Paraíba (UniVap).

Até agora, o grupo já produziu e doou mais de 260 mil máscaras para hospitais e unidades de saúde de Estados como São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Goiás e Amazonas. A meta é chegar à confecção de 1 milhão de peças e, para isso, cada parceiro tem uma função crucial na fabricação. Segundo Christian Dihlmann, presidente da Abinfer, “são produzidas cerca de 10 mil máscaras por dia, e a participação das empresas e universidades neste movimento é muito importante para que o objetivo seja alcançado”.

O grupo também está arrecadando doações de materiais que servem de matéria-prima para a produção das máscaras, como o próprio PVC. Fazem parte da campanha: Usifer (molde), Panasonic, Teknia, Pecval (resina), Poloni  (injeção), Autimax, JVS, Unimaq, FEI e UniVap (produção de chapas transparentes), SRT e Printi (corte das chapas), Genec e Emax (elásticos), Comfitas, Fina Estética, Slotter, Tanby e Tarzia (embalagens), e Sier (transporte).

Além do esforço das empresas em prol dessa causa, famílias do Vale do Paraíba, região que contempla cidades do interior de São Paulo, como Jacareí, São José dos Campos e Taubaté, se ofereceram para ajudar na montagem das máscaras e já estão fazendo parte do trabalho.

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